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Crônica econômica sanjoanense

A história econômica sanjoanense começa quando Portugal, depois de ter deixado por muitos anos as terras que descobrira sem qualquer utilização, entregue à sanha de exploradores de outros países, especialmente franceses, que vinham em busca de pau brasil e outras preciosidades, resolve por fim voltar seus olhos para o Brasil e o divide em capitanias hereditárias e as doa a fidalgos portugueses para povoar e administrar.

    O fidalgo Pero de Góes da Silveira recebe de D. João III a capitania da Paraíba do Sul, com 30 léguas de costa, entre as capitanias de São Vicente e do Espírito Santo, em 1536. Depois de viagem de reconhecimento pelo litoral de suas terras, Pero de Góis desembarcou em 1539 na enseada do Retiro, ao sul da barra do rio Itabapoana e ali ergueu a Vila da Rainha com engenhoca, capela e casas, que dedicou a Santa Catarina; hoje a  região pertence ao município de São Francisco de Itabapoana, emancipado do nosso em 1996.

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18 \18\UTC outubro \18\UTC 2008 at 11:43 Deixe um comentário

Visitas Imperiais

No dia 8 de abril de 1847 uma galeota trouxe o jovem imperador Pedro II em sua primeira visita ao norte-fluminense. Veio só, a imperatriz, grávida, não pode deixar a Corte. O imperador de 21 anos, ar europeu, alourado, olhos azuis, uma bela estampa. Desacompanhado, deve ter bulido com a libido da mulherada da cidade. Quantos suspiros não provocou! Acompanhava a galeota um escaler, onde o comendador Faria, soltava foguetes desde Barcelos. Deve ter nascido aí a mania sanjoanense dos foguetes nas festas, até em aniversários de crianças. Festa sem foguetório aqui não é festa.

O imperador foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal, major Alves Rangel, (prefeito) do município na época. Reza a tradição que Sua Majestade desceu no chamado Cais do Imperador, assim nomeado graças a uma inspirada iniciativa do professor Fernando Lobato, e foi conduzido com pompa à melhor residência da cidade, o solar do comendador Graça, atual Fórum Municipal, por ruas enfeitadas por guirlandas de flores confeccionadas pelas senhoras e senhorinhas da cidade.

O comendador Graça, assim como o comendador Faria, vivia do tráfico de escravos, então uma atividade comercial como qualquer outra, ainda não reprimida pelos ingleses, que viriam a precisar de assalariados para comprar os produtos de sua revolução industrial. Eram ricos e poderosos, tinham fazenda e gado, inclusive o humano.

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11 \11\UTC outubro \11\UTC 2008 at 11:17 Deixe um comentário


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