Capítulo 40

Um choque. Foi como se tivesse caído a descarga de um raio em sua cabeça ao achar

vazia a casa de Dinha. Tudo fechado, nem o cacarejar das galinhas nem os latidos dos cachorros no quintal. Tudo deserto, até as portas da sacada, que viviam abertas para arejar a sala, estavam fechadas. Mais uma casa abandonada, foi o que pensou de imediato. Só que era a casa de Dinha, onde sua filha morava contra a sua vontade.

Arlete embrulhara a caixa de sapatos num lindo papel celofane azul, amarrara com uma fita de cetim e fora à casa de Dinda entregar o presente à Gracinha. Dinha não podia lhe negar esse direito. Ia disposta a fazer um escarcéu caso ela negasse. E encontrara o sobrado todo fechado.

Ficou olhando a casa vazia por um tempo sem fim, abobalhada, sem saber o que fazer. Dinha fora embora, se mudara e levara sua filha ou só viajara para passar o natal com o marido viajante? Preferia acreditar nessa última hipótese, mas no fundo de seu coração confrangido acreditava no pior.

Seus olhos marejados não se desgrudavam na sacada. Mesmo sabendo inútil bateu palmas. Uma, duas, várias vezes, a pequena caixa sob o braço. Envolvida pelo desespero, como um barco em meio ao nevoeiro, custou a sentir as pancadinhas que uma negra gorda, os cabelos embranquecidos, dava em seu ombro. Finalmente voltou-se. Marocas, que trabalhava para Dinha desde os tempos de seus pais, a olhava.

– Viajaram, minha filha.

O tom de voz da empregada estava tão carregado de piedade que Arlete sentiu uma tonteira.

– Pra onde, Marocas? Quando voltam? E por que Dinha não me avisou?

– Ah, minha filha, cê conhece bem a Dinha, ela não gosta de prestar contas de nada a ninguém.

– Mas ela levou minha filha, Marocas, e não podia fazer isso sem meu consentimento.

– Eu sei, e disse isso a ela. Ela me mandou calar a boca e cuidar de minha vida. Dinha é assim mesmo, mal educada e abusada.

– E foram pra onde?

– Quem sabe? Perguntei várias vezes, nem se deu ao trabalho de me responder. Antonte ela foi pro posto do telefone e ficou por lá um tempão. Acho que foi aí que tramou a viagem. Ela tava muito zangada, sabe, até com a Gracinha. Parece que ela descobriu que a menina andava conversando com você na missa. Deu uma bronca…

Os olhos de Arlete se arregalaram:

– Bateu nela?

– Não, mas passou uma descompostura em regra. De mentirosa e fingida, fez a festa.

– Desgraçada, se ela tocasse num fio de cabelinho da Gracinha eu ia até ao inferno atrás dela. Porque essa miserável deve morar no inferno junto com os capetas, cê não acha?

– Eu não acho nada, Arlete, empregada não pode achar nada.

– E ela disse quando volta?

– Não, mas levou muitas roupas, muitos sapatos, dela e de Gracinha. Acho que vai ficar por lá por muito tempo.

– Pelo amor de Deus, Marocas, me diga pra onde cê desconfia que ela foi.

A mulher suspirou e franziu a boca.

– Eu não devia de dizer, mas fico com tanta pena docê. Eu vi ocê pequenininha, cê não saía lá de casa nem Dinha da sua, eram tão amigas.

– Unha e carne, como dizia o povo. Só que a unha se enfiou na carne. Estou sofrendo tanto, Marocas, cê nem imagina. Me ajuda.

Mais um suspiro sentido e um olhar apiedado.

– Se alembra daqueles parentes dela que moravam em Niterói? Que costumavam vir aqui passar as férias? Acho que é pra lá que ela foi.

– E o marido de Dinha, Marocas, disse o que?

– Faz tempo que ele não aparece por cá. Quem sabe ela foi lá se encontrar com ele? Ele é boa pessoa, gosta muito da Gracinha, vivia falando pra Dinha devolver ela a você, pode ser que ele obrigue ela a voltar. Mas eu duvido muito, ela é teimosa e não respeita ele, não respeita ninguém.

– Por que, Marocas, cê acha que ela não volta?

A piedade no olhar da negra cresceu e seu suspiro foi mais fundo.

– Olha, Arlete, eu acho que não volta não. Pela primeira vez na vida ela me disse que não precisava mais de meus serviços. Até já arrumei pra trabalhar noutra casa. Tô vindo aqui pra pegar algumas coisas minhas que ficaram, porque mesmo que ela volte e me chame eu não trabalho mais aqui. Nem que ela me pague dobrado. Fui muito maltratada, é muita ingratidão numa criatura só.

Arlete sentou-se no meio-fio. Seus olhos fitavam a rua empoeirada. Queria pensar, decidir o que fazer, mas sua cabeça estava tão cheia de dor e revolta que não conseguia pensar. Marocas passou a mão de leve pelos seus cabelos.

– Pobre menina.

Foi o bastante para sentir uma onda subindo pelo seu peito e explodir em soluços.

A poucos dias da grande final do concurso de calouros, Jaçanã se sentia uma pilha de nervos. A única coisa que a acalmava era a presença de Toureiro, seus carinhos, suas palavras de incentivo.

– Você tem tudo para ganhar, minha rainha, se o júri for honesto, claro. Daí para a fama vai ser um pulo. Levo você para o Rio, tenho ainda minhas amizades por lá, no outro dia vai estar cantando numa rádio, Nacional, Mayrink Veiga, onde quiser, cê vai ver.

Ela se sentia crescer e já podia ver como compensaria com uma vida melhor o desgosto que daria à sua mãe quando fosse para o Rio. Nunca mais roupa para lavar, nem palhão, vida mesquinha, dinheiro suado, contado. Seu nome brilharia, sairia na capa de revistas, se casaria com Toureiro no Uruguai, a vida finalmente ia recompensá-la por todo sofrimento que a fizera passar.

Toureiro a esperava na porta do bar, mancha de luz na escuridão de sua vida. Mas seu semblante não estava como sempre, havia uma sombra, uma expressão indefinida que não sabia explicar. Foi assim durante todo o espetáculo. Até as palmas dele, sempre altas e generosas, estavam sem calor. O que perturbava seu amor?

Na volta para casa Toureiro a amara com a intensidade de sempre, talvez até mais ardoroso, e a sombra em seu rosto não desaparecera.

– Por que cê tá assim, meio encorujado, meu bem? ela perguntara, tentando esconder sua aflição.

Ele acendera um cigarro devagar, sem olhá-la.

– Vou ter que viajar, dissera ele, de forma quase inaudível.

Ela se inquietou.

– Viajar pra onde? Por que?

– Lembra que lhe falei daquela acusação de matar um homem que me fizeram e de minha fuga da prisão? Pois é, recebi o recado de um amigo, lá do Rio, que a polícia me localizou aqui e em breve vem me buscar. Amanhã mesmo vou para Campos, lá é maior, dá pra me esconder. Eu pensei que aqui, nesse fim de mundo, estava livre da perseguição. Quem dera…Alguém deve ter me denunciado, só pode. Estou pensando em raspar o bigode, usar umas roupas escuras, mudar minha aparência, sabe como? Pelo menos por uns tempos, até que minha inocência seja provada. O meu amigo contratou um advogado muito bom, que garante que tenho chances de me livrar dessa acusação muito em breve. Vou marcar um encontro com eles no Rio.

As lágrimas desciam dos olhos dela.

– Não fica assim, meu amor, vou pra Campos, aqui pertinho, e no dia da final dos calouros estarei lá na rádio, torcendo por você. Não estranhe se eu estiver diferente. Nas roupas, quero dizer.

Ela se pendurara no pescoço dele e assim ficaram por muito tempo.

– Entendo, disse ela, limpando os olhos, era muito bom para durar. Seu coração pressentia maldades da vida, não adiantava se iludir.

– Mas não parou, meu bem, minha rainha. Eu continuo loucamente apaixonado por você, só estou me afastando para não ser preso e separado de você por muito tempo, metido numa cela imunda de prisão, sofrendo horrores. Nada mudou entre nós, Jaçanã, entenda isso. Confie em mim.

O chefão mandara chamá-lo. Já tinham conversado assim que ele chegara e retomara o serviço no escritório. O chefe estava em sua sala, com a grande janela aberta para o rio, por onde entrava a viração. De sua mesa não podia ver sua porta de entrada e o chefão mandara o contínuo chamá-lo. Irritado, fechou o grande livro onde escrevia e dirigiu-se para lá.

Uma surpresa o esperava. Sentados no grande sofá, forrado de couro preto, onde ele recebia os clientes, o chefe e Zuca. Franziu o cenho, o que a cunhada estava fazendo ali? Ah, veio trazer os tais lenços, concluiu, e armou um sorriso sem entusiasmo.

– Entre, Alberto, temos visita.

O corpanzil em formato de barril se ergueu com dificuldade do sofá e se encaminhou para a mesa onde reinava.

– Olha só que mimo a Zuca me trouxe. E exibiu uns lenços de cambraia com suas iniciais bordadas. As mulheres de hoje não se dão mais a esse trabalho. Admirável! Veja a delicadeza, o capricho. Minha mulher vai querer encomendar outros. Mas sente-se aí. Alberto, temos muito o que conversar.

Ainda mantendo o sorriso bobo ele se sentou ao lado de Zuca. Ela sorria, orgulhosa pelos elogios. Alberto a olhou com o rabo do olho. Tem mais que isso. O que será?

– Pois é, Alberto, eu estava conversando com a Zuca, contando sobre a reformulação que pretendo fazer na empresa, quero alterar algumas funções, valorizar os meus empregados mais eficientes, aumentar seus salários, dar-lhes mais poder. Você é um deles.

Zuca o olhou, mais orgulhosa ainda, e apertou-lhe a mão pousada na coxa.

– Logicamente que o cargo de gerente-geral é e continua sendo seu, só que terá mais poder de decisão. Preciso preparar minha sucessão, já que nenhuma de minhas filhas se interessa pelo nosso trabalho. Os meus genros estão bem colocados, todos em excelente situação financeira, as meninas souberam escolher. Elas não querem nem saber disso aqui. Esse é um dos problemas das empresas familiares, criadas e geridas por parentes. Quando o chefe morre, se não brigam pelos cargos é por que estão interessados em coisa melhor. Fazer o quê? Quando eu morrer, como vai ser, a empresa acaba? Essa firma é a concretização do maior sonho de minha vida e não quero que morra junto comigo. Estou criando uma nova forma de administração, em que minhas meninas teriam direito a ações e haveria uma diretoria, um conselho, ou coisa parecida para gerir a empresa. Depois lhe explico tudo com detalhes.

Ele acendeu o charuto e com o canto do olho Alberto quis ver se Zuca faria a cara feia como quando ele acendia um cigarro. Mas ela olhava o chefe, expectante, um sorriso feliz atravessando sua cara redonda, acentuando algumas rugas.

– Você é como um filho meu, Alberto, o filho que não tive. Entrou para a firma muito novo, ainda estudante, e não posso me esquecer, a pedido de sua sogra, pois na época você namorava a falecida Bebé, que Deus a tenha, e não tinha condições de se casar. Cresceu aqui, física e profissionalmente, e se transformou nesse eficiente funcionário que é. Tudo me faz decidir pelo seu nome, você será meu gerente geral, sem dúvida. E vou recomendar, para depois que eu morrer, que seja indicado para chefe do conselho de acionistas, pois pretendo abrir o capital da empresa.

A mão de Zuca deu outro apertão na sua. Sentiu ganas de puxar sua mão, mas não queria parecer mal educado e agüentou firme. Previa que aquela conversa era apenas um preâmbulo. Vinha coisa por aí, o chefe não pregava prego sem estopa, alguma coisa havia de querer em troca da promoção e mantinha Zuca presente à proposta como testemunha.

– O gerente geral de uma empresa, meu caro Alberto, tem de ser casado.

Alberto ergueu meio corpo da poltrona, sorrindo:

– Mas pretendo me casar, chefe, tão logo termine meu luto.

O chefe ficou sério.

– Estou ciente. Mas a mulher que você escolheu não é a mulher ideal para esposa de meu gerente geral.

Alberto tomou um susto, empalideceu.

– Mas, chefe…

– Não me interrompa. Estou a par de tudo. Você não pode querer que eu aprove que meu gerente se case com uma mulher da noite, de vida desregrada, que toca em bares, que deu a própria filha para outra pessoa criar para ficar livre para cair na gandaia. Não, isso não posso admitir!

Alberto sentiu o rosto ficar vermelho de raiva. Quem falara tão mal assim de Arlete com o chefe? Como ele podia saber exatamente o que Zuca pensava? Então, a bandida…

– A mulher ideal de um gerente, continuou o chefe, que possa acompanhá-lo nas reuniões de negócios, nas ocasiões de encontros sociais e festivos, tem que ter vida ilibada, pertencer a uma das grandes famílias da nossa cidade, ser refinada, saber receber, saber se portar em situações formais, ser uma mulher prendada, que saiba gerir uma casa, enfim…

Alberto sentia o cérebro convulsionado e o coração em pedaços. Sabia onde ele queria chegar e todo o seu ser entrava em contração.

– …a mulher ideal para você está na nossa frente, é a Zuca.

Ele engoliu em seco:

– Mas, chefe, gaguejou Alberto, eu considero Zuca como uma irmã…

– Ela tem sido mais que uma irmã, Alberto. Que mulher teria o desprendimento de esquecer a própria vida para se dedicar aos sobrinhos? Além do mais, assegurei-me disso, Zuca o ama e quer se casar com você.

Foi pra isso que essa solteirona nojenta bordou os lencinhos, concluiu. Queria conversar com o chefe, pedir a ele que promovesse nosso casamento. Mas eu não vou…

– Não quero tomar mais seu tempo, Alberto, sei que tem muito trabalho pela frente. Também não quero que me responda agora, você foi pego de surpresa, tem de colocar sua cabeça em ordem. Lembre-se apenas que disso depende seu futuro na empresa. E também que essa história de casamento por amor é coisa de folhetinistas, o amor sempre acaba e a paixão acaba mais depressa ainda. O que fica pro casal é o companheirismo, a conveniência de ter junto a si uma mulher de classe, que o ajude a subir na vida. Vá agora e pense, pense muito, com o cérebro, não com o coração.

Alberto se levantou, sentia-se desorientado, traído.

– Dentro de uma semana, no fim de ano, passarei por aqui antes de me instalar na casa da praia e quero ouvir sua resposta positiva, continuou o chefão. Faço até questão, junto com minha esposa, de sermos seus padrinhos de casamento. Agora vá, ainda quero trocar umas idéias com essa adorável Zuca.

Adorável! Alberto saiu da sala aos tropeços, xingando mentalmente a cunhada. Não vou, decidiu, não vou me casar com essa megera! Perco o emprego, mas não me caso com ela.

Gau estava sentado no que restava do muro de um sobrado derrubado. Cabeça baixa, parecia alheio a tudo, olhando a abóbora que trazia nas mãos. Louro desceu devagar os degraus da varanda até à calçada e como se pressentisse sua presença, Gau levantou-se e lhe sorriu, meio sem jeito. Louro não estava a fim de conversar com ele e só abaixou a cabeça como forma de cumprimento. Gau se acercou dele:

– Poxa, amigão, cê ainda está zangado comigo? Por causa de uma discussão boba? Não liga pras bobagens que falo quando estou irritado. Meu olho ainda estava doendo.

– Pois é, o sabidão. Muito esperto e está sempre levando a pior.

– É que eu não sabia que lá tinha um cara mais malandro que eu. O bicho é trapaceiro desde menino e me pegou com a boca na botija. E antes de falar qualquer coisa me deu um trompaço que fui parar no meio dumas caixas de aipim. Me pegou de surpresa, o covarde. E teria sido muito pior se o Zé Bé não viesse me ajudar. Foi ele que me tirou da confusão. Também não boto mais os pés no cais. Uma cambada de safados, trapaceiros.

– É nisso que dá ser muito espertinho. E descontou em mim?

– Me desculpa, amigo, não foi minha intenção. Passou-lhe um braço em volta dos ombros. Olha, trouxe essa abóbora pra você levar pra casa.

– Onde roubou essa?

– Não roubei não, amigo, essa deu no mato, tava lá largada na beira rio, pedindo que alguém pegasse ela. Pode levar pra casa sem susto.

Louro pegou a abóbora e sorriu. Gau sabia ser simpático quando queria.

– Está certo, vamos fazer as pazes. Só não me chame mais pra suas patifarias, tá bem?

– Juro – e Gau beijou o dedos cruzados – nunca mais. Hoje à noite eu e uns amigos vamos pegar um cabrito gordo no sítio do Jojoca e não vou chamar você. Mas se quiser aparecer…

Mané Relógio gritou as horas na esquina. Louro estendeu a mão para o amigo.

– Agora tenho que ir. Mais tarde vou voltar, pois a velha não tá passando bem.

– Ela já recebeu a mesada? perguntou Gau com um olhar cúpido.

– Não sei nem quero saber. Té amanhã.

A abóbora chegou na hora, nada havia para a janta dos irmãos. A mãe a olhou com satisfação. Marilda disse, enfastiada:

– Detesto abóbora.

– É o que temos pra janta, disse a mãe, se não quiser, lamba os beiços.

Do quintal vinha o som da algazarra dos meninos. Louro caminhou até à porta da cozinha. Os irmãos atiravam pedras nas rolinhas que insistiam em pousar no pé de cajá do vizinho.

– Ei, vamos parar com isso? E se quebrar uma telha do vizinho, quem vai pagar?

Os meninos se aproximaram ressabiados.

– Ei, e essa seta é de quem?

– Minha, disse Nico.

Louro pegou-a e experimentou. A borracha era boa e a forquilha de goiabeira.

–  Quem deu pra você? perguntou.

– Ganhei no jogo do Armandinho.

Louro não se convenceu, agarrou-o pelo colarinho e suspendeu-o.

– Escuta aqui, me conta essa história direito.

– É verdade, ganhei no jogo de balebas e depois troquei elas pela seta.

– E as balebas, eram de quem?

A mãe se aproximou deles.

– Solta ele, Louro. Ele tá falando a verdade. As balebas ele comprou com o dinheiro do corte de tabua. Eu dei uma parte do dinheiro pra ele, tadinho, vivia sonhando com as balebas e achei que ele merecia.

Louro largou o irmão. Estava furioso com a mãe.

– Ah, muito bem. Deu dinheiro pra ele comprar balebas e não tem o que comer em casa. Eu me mato trabalhando na casa da velha, arrumo a casa, cuido das galinhas, faço mandados e até roupa eu passo pra poder almoçar e arrumar uns trocados pra casa e a senhora dá o dinheiro pro bobinho comprar baleba. Fica com fome, mas compra balebas, que ele gostava tanto, mas tanto, que até trocou por uma seta. Mãe, a senhora tá ficando maluca?

– Ah, meu filho, ele pediu tanto…achei que só uns tostões…

Louro deixou a casa furioso, batendo as portas. Uma não gosta de abóbora, tem chiquê pra comer, outro prefere passar fome e gastar dinheiro comprando balebas, e eu dando duro. Isso é vida? Ah, por que não chegam logo meus 18 anos, pra me alistar no exército, ir pra guerra e descarregar toda a minha raiva nos alemão malditos?

Capítulo 41 >>

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


%d blogueiros gostam disto: