Capítulo 31

Zuca remoía os miolos em busca de uma solução para o caso de Alberto. Ele passara a vir para casa de madrugada, no fim de semana chegara ao amanhecer da segunda-feira, era um descalabro, uma vergonha! Não podia continuar assim. Zuca sentia todo o seu corpo inteiriçado, dolorido, sempre que pensava nisso. E pensava a todo instante. Quando Alberto entrava em casa sua vontade era varejar qualquer coisa em cima dele, socá-lo, xingá-lo, descarregar toda a sua raiva e ciúme.

Para culminar, a indiferença de todos. Ninguém criticava o desaforo de Alberto ter uma mulher na rua. Era viúvo, diziam, a mulher também, não dão escândalos na rua, são discretos, o que se pode fazer?

Zuca pensara em procurar Dinha, a mulher que criava de boa vontade a filha da vagabunda, e pedir que chamasse a tal às falas. Soubera, porém, que elas não se davam mais, a bruaca era tão ingrata que não falava com a amiga que lhe fazia o favor de criar a filha e a deixava livre para chafurdar na lama! Absurdo, uma indecência! Zuca olhava para o céu, desesperada, em busca de um auxílio sobrenatural. Quem sabe se a alma de Bebé não podia interferir, era a sua memória que estava sendo manchada pelo homem a quem dedicara tanto amor.

Já apelara para Santo Antônio casamenteiro, para São João, o padroeiro da cidade, pedira diretamente a Deus que tirasse aquela vigarista do caminho de seu amado, que o jogasse em seus braços. Nenhuma promessa, nenhuma reza fazia efeito. Estava pensando em procurar a velha Rosinha, dona de um centro de macumba, para pedir ajuda. Mas como entraria lá, uma casa de palha na periferia da cidade, sem despertar comentários?

Parecia que uma desgraça sucedia a outra. Os dias tranqüilos, em que se sentia bem e que imaginava durariam para sempre, depois de tantas aporrinhações, se transformavam numa preparação para o pior que viria.

Louro caminhava pela rua sem prestar a atenção por onde andava, as mãos nos bolsos, o cenho franzido, a boca crispada. Naquela manhã, no caminho da padaria, parara para ver os rapazes se exercitando. Eram simpáticos e perguntaram quando viria se juntar a eles. Louro sorriu, contrafeito, mas cheio de esperanças. Que bom se pudesse levantar aqueles pesos, ficar com braços grossos e um peitoral que mais parecia o do Tarzan do cinema. Era emprego certo, levantaria sacos e fardos com facilidade.

– Eu não tenho essa roupa aí, respondeu, indicando o calção e a camiseta que eles vestiam.

– Isso não é problema, disse o mais velho, eu tenho lá em casa umas roupas quase novas que não cabem mais em mim. Se quiser…

– Tá, respondeu mais animado, posso ir lá pegar.

– Nem precisa, disse o rapaz, trago amanhã.

– E você sabe nadar? perguntou o outro atleta.

Louro sorriu, superior.

– Claro, fui criado na beira desse rio.

– Tô perguntando porque antes de começar os exercícios, a gente nada até à ilha, bate a mão nela e volta. Cê tem fôlego pra isso?

– Ora veja só, atravesso o rio com a mão nas costas, blasonou.

– Então vê se chega cedo amanhã, disse o outro. Ginástica deve ser feita pela manhã. E antes de vir, coma um bom prato de mingau de aveia com mel.

– Mingau de aveia? Mel?

Louro estava surpreso.

– É, sua alimentação precisa ser reforçada, muito mel, macarrão, bife sangrento, você vai sentir uma fome disgramada.

– E se não comer bem, perguntou o primeiro, como vai criar massa muscular?

– É? Louro não sabia o que responder. Tá bom…não sei se posso começar amanhã, tenho que capinar o quintal da velha.

– Quando quiser, respondeu o mais velho, deitando-se de bruços no chão para fazer flexões, lembre-se que fazer ginástica é bom para a saúde e atrai as garotas.

Louro seguiu em frente, ombros caídos, olhos no chão. Como vou comer mingau de aveia? Acho que nunca comi…será que é bom? E se eu pedir á velha, será que…não, ela não ia comprar aveia só pra mim…e o resto, a comida toda que eles falaram? E mel? Só se eu for no mato pegar. Acho que vou ter de mudar o caminho quando for à padaria.

No fundo de seu peito uma grande tristeza se instalara. Como ia ficar forte?

E para completar o dia, quando fora levar pra casa o resto de comida que sobrara do almoço da velha, encontrara a irmã Terezinha. A princípio ficou feliz, a irmã finalmente viera visitar a família, que bom! Ela estava mais bonita, corada, com roupa decente e sapatos novos. Mas havia um clima de constrangimento, de tristeza na casa. A mãe cortou com firmeza as expansões de carinho:

– Sua irmã voltou por que está esperando filho.

Louro sentiu o mundo desabar.

– De quem? perguntou por perguntar, pois já sabia a resposta. Terezinha fora desonrada pelo patrão, que se recusava a assumir a responsabilidade. Para a família que a acolhera, o pai da criança era qualquer um, o padeiro, o leiteiro, o açougueiro, menos o chefe da casa. E a despachara de volta, com um pouco de dinheiro e a barriga que já despontava.

Louro a olhou, estupefato.

– Quem foi, Terezinha?

Cabeça baixa, envergonhada, ela responde.

– Foi ele, o patrão. Me pegou à força, lá no quartinho.

– Safado. Se aproveitou por que você é boba e precisava do emprego.

– Ele me disse que se não deixasse, ele me mandava embora.

– E agora?

– Agora não sei, não tenho pra onde ir. Ela ameaçou chorar. Eles não querem eu lá.

A irmã tinha apenas 14 anos. Louro olhou aquela criança assustada e sentiu uma grande vontade de chorar, de gritar, de matar o desgraçado que a comera. Sabia, porém, que ia ficar só no desejo. O homem era rico, poderoso. Já vira muitos casos assim, bem que tentara avisar à mãe. Encostada na porta da cozinha, mãos cruzadas sobre o peito magro, olhos fundos, a mãe esperava. Ela ainda tinha a outra filha na casa dos outros. Não podia pedir que ela voltasse para casa, para a miséria e a fome. Tinha que rezar muito para que nada lhe acontecesse. Não sabia o que decidir, esperava a opinião do filho, agora o homem da casa.

– Vamos fazer o quê? perguntou.

– Sei lá, mãe. Por mim eu ia lá e matava esse desgraçado. Casar com ela ele não pode, nem vai sustentar a criança. Também não quero ver minha irmã no beco. Vamos ter de cuidar dela e da criança.

Mesmo encostada na parede da capela, semi-oculta pela pesada cortina vermelha, Arlete não continha a alegria. A custo segurava a risada, seu rosto parecia arder, como se estivesse com febre, os olhos brilhavam e as mãos não paravam quietas, ora alisando a roupa, ora ajeitando os cabelos. Estava ali, na capela do Senhor dos Passos, esperando ansiosa pela filha. Eu conseguira o milagre, ajudado pelo marido de Dinha: um encontro a sós com a menina. Não importava que fosse às escondidas, como se ela fosse a ladra e não a bandida da Dinha. Ia ver, tocar, abraçar e beijar a filha e nada mais lhe importava. No decote, quase sobre o seio direto, uma pequena bruxa de pano, a boneca preferida de Gracinha, que ela esquecera quando fora para a casa da Dinha.

Quando a ladainha começou sentiu uma vontade quase irrefreável de fazer alguma coisa e afastara um pouco a cortina para espiar a igreja e ver se a filha tinha chegado. Conteve-se a custo. Tanto Eu quanto Alberto tinham lhe pedido que fosse discreta, aquele seria o primeiro de muitos encontros que teria com a filha até tê-la de volta. Seu coração batia desordenado, impaciente.

Não demorou muito e no meio do vozerio distinguiu pequenos passos se aproximando. A filha entrou cabisbaixa, as mãozinhas apertando um terço, contrita. Arlete se levantou, tremendo de felicidade. A menina olhou cautelosamente para os lados e lhe sorriu. Com os olhos cheios de lágrimas ela abriu os braços e Gracinha correu a se aninhar neles. Cobriu-a de beijos, molhou-a com suas lágrimas, conversaram muito, conversas sem sentido, apenas extravasamento da saudade que as assolava.

Arlete não se lembrava de nada do que haviam falado, ficara sufocada pela emoção. A menina parecia mais adulta do que ela, enxugara-lhe as lágrimas com um lencinho bordado – lembrava-se bem do lencinho, ela mesma havia bordado as delicadas florinhas brancas e azuis -, e lhe sussurrara:

– Agora preciso ir, mamãe, mas eu volto. Pode deixar que domingo que vem vou voltar, tá bem? Fica quietinha aqui, tá?

Ela apertara a filha demoradamente até que a menina se libertou, delicada mas com firmeza.

– Fica tranqüila, mãezinha, vamos nos encontrar aqui todo domingo, até o dia em que você puder me levar pra casa. Não chore mais não, tá bem?

Concordara com a cabeça, incapaz de falar, segurando o choro. E a menina se afastou, ajeitando a roupinha, cabeça baixa e mãos contritas segurando o terço, como uma beatinha. Agia como uma mocinha e ela como uma boboca. Antes de ultrapassar a cortina Gracinha ainda a olhou e sorriu. Só então se lembrou que esquecera de lhe entregar a bonequinha de pano.

Desde o momento em que Alberto lhe comunicou que faria uma pequena viagem ao escritório central e ficaria por lá pelo menos uns dois dias, Zuca decidiu aproveitar sua ausência para fazer uma visitinha à tal vagabunda com quem ele andava dormindo. Ia lhe dizer poucas e boas na cara e ameaçaria mandar lhe dar uma sova de gorubumba caso não o abandonasse. Não estava disposta a perder Alberto.

Alberto, de tempos em tempos, fazia essas visitas ao escritório central. Sempre que o chefão, por um motivo ou outro, não fazia sua visita quinzenal ao escritório, para vistoriar os armazéns e fiscalizar as contas, Alberto ia a seu encontro. Às vezes voltava no mesmo dia, às vezes no dia seguinte, e teve vezes de ficar lá quase toda a semana. Isso no tempo em que era casado com Bebé.

Alberto embarcou no trem da manhã e Zuca ficou se remoendo de impaciência para ir à casa da sujeita. Preferiu esperar passar a hora do almoço, quando a cidade, debaixo de sol forte, entrava em período de dormência.

– Aonde cê vai toda pimpona? perguntou Xixa, ao vê-la dar uma última olhada no espelho da sala.

Ela sorriu, maquiavélica.

– Vou fazer uma visitinha àquela safada que anda dormindo com o Alberto. Ela vai ver com quantos paus se faz uma canoa.

– Deixa de bobagens, Zuca. Não seja tola. Vai se rebaixar à toa e ainda vai contrariar o Alberto.

– Não se meta, eu sei o que estou fazendo.

– Cê quer que eu vá junto?

– Nada disso, fique tomando conta das crianças. Eu não demoro.

As ruas estavam quase vazias e, sob a sombrinha estampada com pequenos ramos de miosótis, Zuca caminhou decidida, não sem observar que no seu tempo de menina a cidade era mais movimentada, com vários vapores chegando e saindo do porto.

O endereço da mulher ela obtivera com a mesma pessoa que lhe falara sobre o caso.  Caminhou depressa, determinada. Se a tal lhe fizesse uma desfeita, se sentia capaz de quebrar a sombrinha na cabeça dela. Não demorou a encontrar a casa.

Antes de bater na porta da sirigaita respirou fundo e levantou o queixo. Estava disposta a arrasar a rival. Bateu palmas várias vezes e ninguém atendeu. A vagabunda estaria dormindo até àquela hora? Na certa passara a noite na gandaia e Zuca sentiu uma dor fina no peito ao pensar que podia ter sido nos braços de seu amado que ela dormira. Tornou a bater, mais forte, mais enraivecida. Ela vai ver comigo, decidiu. Na janela da casa ao lado apareceu uma cabeça de mulher, os cabelos crespos contidos por um lenço.

– Tá procurando pela Arlete? perguntou à Zuca.

Vermelha, se sentindo constrangida, e incomodada pelo calor da tarde, Zuca confirmou com a cabeça. Estava vendo tudo roxo, de tanta raiva.

– Ela viajou hoje de manhã.

– Viajou? tartamudeou Zuca, já imaginando o que viria a seguir.

– Viajou sim, com o noivo dela. Foram de trem e só vão voltar daqui a uns dias.

Mais que decepção, Zuca sentiu aumentar a raiva e um desejo infinito de cometer uma violência, xingar, blasfemar, matar. Não podia aceitar que aquela sujeitinha sem classe fosse passar dois dias com Alberto em outra cidade, onde alugariam um quarto de hotel como marido e mulher e chafurdariam na indecência, no pecado da carne, assim que ele se livrasse dos compromissos. Noivo…Ah, infeliz, ladra de maridos! Se pudesse, se por acaso a desgraçada aparecesse na sua frente, era capaz de pular no seu pescoço e apertá-lo até que ela estrebuchasse. Suas mãos se enclavinharam.

A mulher da janela a olhava, curiosa com as expressões que surgiam em seu rosto.

– Quer deixar recado? perguntou a mulher.

Zuca a encarou, os olhos fuzilando de raiva. Disse alto:

– Quero que ela vá para o inferno. E se você quiser, vá junto.

Virou-se e caminhou de volta para casa. A mulher, espantada, viu a sombrinha oscilar ao ritmo dos soluços que sacudiam o peito da visitante.

Eu, hein, que mulher mais mal educada, pensou.

Algumas vezes a gente perde. Perde pouco e só de mentirinha, que é pra atrair os bobocas. É assim como deixar o ovo indez no ninho pra fazer a galinha botar mais. Depois, crau! Limpamos tudo, ra, ra, ra!

Louro olhava com inveja a expressão determinada do amigo, sua risada escarninha. Gau estava se dando bem, lhe mostrara o bolo de notas que guardava no bolso. Sentiu vontade de lhe pedir um pouco emprestado, mas ficou envergonhado. Da outra vez que pedira Gau negara, alegando que sem dinheiro não podia entrar no jogo.

E estava precisado de um trocado pra botar comida em casa. Mais uma vez no armário da cozinha só tinha farinha seca e um pouco de arroz e de feijão. Pensara em pedir uns ovos à velha, mas parece que novamente o dinheiro enviado fora pouco, pois mal acabou de tomar café, a velha pegou os ovos que estavam na fruteira, contou e meteu-os num saco de pano.

– Ah, meu filho, disse ela, leva esses ovos e vende no mercado pra mim. Eu preciso do dinheiro para comprar uns remédios.

Louro ficara impressionado com sua palidez. A velha vinha sentindo umas tonteiras e não queria comprar remédio fiado.

– Remédio não se compra fiado, ensinou-lhe, porque se a gente morre fica devendo na terra e isso não deixa a alma subir pro céu.

Gau tomara seu rumo e Louro caminhou ao longo do cais, observando o rio. Se o rio estivesse bom de peixe, ia em casa pegar o anzol e tentar umas piabas. Aprendera com os freqüentadores do cais que se os peixes pulassem muito dentro dágua podia jogar o anzol sem susto que arrumaria comida para o almoço. Se, ao contrário, a água estivesse lisa, nem adiantava perder tempo.

Ultrapassou o trapiche, passou pelo porto das lavadeiras, àquela hora vazio, e se encaminhou para a beira dágua, perto do galpão do estaleiro fechado, para observar o rio. No tempo em que era bem pequeno, Louro se lembrava bem, brincava sempre por ali, e não se esquecia do dia em que a Companhia fechara as portas do estaleiro e dispensara os operários. Uma tristeza geral. Homens mudos, arrasados. Alguns sentados, a cabeça apoiada nos braços cruzados, olhando perdidos para o rio. Fora a primeira vez que vira seu falecido pai de pileque. Como podia esquecer? Fora a primeira vez que vira o pai chorar que nem criança.

Perto do estaleiro, uma canoa atracada. Reconheceu a canoa de Galinholo, um pau dágua que nem seu pai, que vivia de pequenos expedientes. Um rumor forte e áspero vinha de seu interior. Louro se aproximou, curioso. Siris atados numa fieira de embira de bananeira tentavam escapar da canoa. Ele largou os bichos aqui e foi encher a cara de cachaça, pensou Louro, e de imediato a idéia lhe ocorreu: levar os siris para a família almoçar.

Não pensou duas vezes. Olhou em torno e não viu vivalma. Galinholo nem vai se lembrar desses siris. Vai chegar de volta aos tombos, chumbado, vai enfiar a cara na canoa e dormir até não poder mais. Quando acordar não vai saber nem onde está, nem o que fez, que dirá dos siris. Rápido, soltou a fieira do banco do bote e caminhou resoluto para casa, com ela pendurada na mão. Na cara, um sorriso de felicidade. Teremos siris no almoço.

Em casa encontrou a mãe sentada na soleira da porta da cozinha, catando piolhos na cabeça de Marilda. Sentada num banquinho, Terezinha pegava sol no quintal, e perto da cerca os meninos jogavam pedra numa goiabeira alta do vizinho, tentando derrubar umas frutas. Quando viram o irmão entrar exibindo a fieira de siris se puderam a gritar.

– Onde cê arrumou isso, meu filho? Perguntou a mãe.

– No rio, ora. Joguei o puçá emprestado pelo Gau e peguei esses. Só não fiquei mais tempo, o rio tá assim de siri, porque achei que já tava na hora do almoço.

– Benza Deus. Terezinha, minha filha, pega o panelão de ferro e enche dágua pra cozinhar esses siris. O almoço de hoje tá reforçado. Mas lava bem o panelão,  há tanto tempo a gente não usa ele que deve de estar enferrujado.

E a mãe sorriu, satisfeita. Se tivesse dito que pegara os siris na canoa de Galinholo, ela mandaria que devolvesse. A mãe era muito séria, desde cedo metera em sua cabeça que roubar era pecado e que tirar coisas dos outros era roubo. Procurava seguir os conselhos dela mas tinha horas, quando a situação em casa ficava difícil, sem ter o que comer, que perdia os escrúpulos e surrupiava alguma coisa pra levar pra casa. Depois morria de remorsos.

Antes do pai virar um beberrão, nunca tirara nada de ninguém, a despensa estava sempre abastecida. E para piorar, Gau sempre aparecia com uma proposta e tinha vezes que não dava para recusar, sob pena de ver as crianças em casa chorando de fome. Eta, vida complicada!

Capítulo 32 >>

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