Capítulo 1

A bela e imponente mulher, perto dos 50 anos, metade do rosto coberta pelo véu negro que descia do chapéu, voz seca e autoritária e olhar sobranceiro, apontou o canto da sala junto às janelas que se abriam para a rua:

– Ponha as malas ali.

Elegante, trajando um vestido de seda preta, colar fino de pérolas e broche de ouro cravejado de pedras sobre o amplo peito, virou-se para a outra mulher, que sentada numa cadeira de balanço embalava um bebê, e falou em voz mais baixa:

– Depois me mostre onde vou ficar.

A outra concordou com a cabeça, um meio sorriso triste no rosto emaciado. Olheiras escuras aumentavam a fronte pálida, destacada pelos cabelos presos num coque.

– Vim logo que pude, você sabe, Maurício sempre sobrecarregado de trabalho, reuniões, essas coisas que infernizam a vida de um homem de negócios. Ele também gostaria muito de ter vindo, mas…

Abaixou-se sobre o bebê adormecido.

– É a Vera Lúcia? Parece forte, né? Pobre Bebé. – limpou uma lágrima no canto do olho com a ponta do dedo – eu queria tanto ter vindo para o enterro, ver pela última vez minha irmã caçula, que coisa brutal, meu Deus! Custei a acreditar.

– Foi terrível, murmurou a outra. Não sei como agüentei. Eu estava ao lado dela quando tudo aconteceu. Um horror!

– Recebi a notícia pelo Vavá, ele estava indo para São Paulo e deu uma passada lá em casa só para avisar, vocês não tiveram a delicadeza de me telefonar. Juro que não acreditei! Tão moça, meu Deus! Tão cheia de vida e com três filhos pequenos para criar.

– Ninguém tinha cabeça pra nada, Titila. E depois, para se conseguir uma linha no telefone daqui…

– Nada justifica não terem me avisado, nada. Imperdoável.

Olhou em volta, puxou uma cadeira de palhinha e sentou-se.

– E as crianças, é você quem vai cuidar delas, não vai?

– Quem mais? suspirou a outra, encolhendo os ombros. Acho que Deus me deixou solteira por que sabia que isso ia acontecer.

– Não, isso não. Você não tem o direito de pensar assim. Não se casou por que não quis, candidatos teve aos montes, Zuca. Deixe de choramingas.

– Não gostei de nenhum. Com o Vavá ainda tentei, mas vi que não ia dar certo. Não sei, o cheiro dele, sei lá. Eu tenho muita sensibilidade para cheiros, Titila.

– Pior era o cheiro de cachaça do Zequinha e você não se importava.

– Não vamos falar mais nisso, tá bem? Não gosto de ficar relembrando certas coisas, se pensar muito nisso vou terminar com raiva do papai. De qualquer forma, apesar de sua ditadura, acho que ele…não, não acho nada. Vamos falar da Bebé. Nós tínhamos acabado de fazer um lanche, ela deu de mamar a Verinha, botou-a no berço, e fomos nos sentar na porta, como toda tarde, tomar a fresca, apreciar o movimento até o Alberto chegar. Uma tarde linda, vento nordeste, tudo tranqüilo, ninguém podia imaginar a tragédia. Me deu vontade de fazer não sei o que entro de casa, me levantei e quando cheguei na porta ouvi o barulhão. Nunca vou esquecer, meu Deus do céu, Bebé ali, imprensada contra a parede, o rosto cheio de sangue, olhando para o céu. Que quadro horroroso! Não consigo tirá-lo de minha cabeça. Gritei como uma louca. Vi o Andradinha, assassino desgraçado, sair do carro cambaleando, devia estar bêbado para voar com aquela baratinha pela rua! Depois não vi mais nada! Acho que desmaiei, não sei, não me lembro. Ah, minha irmã, que tragédia! Que desgraça! A pobrezinha da Bebé não merecia isso. Tão novinha e cheia de vida!

A visitante acompanhava o relato externando em caretas o horror que sentia. Suas mãos enluvadas tremiam. Seus soluços se amiudaram e se transformaram em pranto. As irmãs choraram por longo tempo.

Inquieta, a nenê se mexia nas cobertas.

Otto Trabandt fechou a porta, jogou a grande chave no bolso da calça e olhou para a esquina. Um movimento desusado na cidade pacata despertou sua atenção. Pessoas de todos os tipos e idades cruzavam apressadas a esquina e seguiam em direção à praça. O que as estava atraindo? Se fosse a chegada de algum navio estranho, a direção seguida seria outra, iriam para o cais. Também não havia nenhuma das cerimônias religiosas em que o lugar era pródigo. Ali sempre havia novena, ladainha, missa, procissão, povo mais supersticioso. Observara fenômeno parecido em todas as cidades ao longo do rio, mas igual ali… Trabandt ficou um tempo observando a movimentação. O que estaria acontecendo?

Daí a pouco passou por ele o dono da venda que funcionava numa rua lateral, onde costumava se abastecer.

– Que sucede? perguntou-lhe.

– Pegaram uns espiões em Gargaú e trouxeram pra cá. Tão na cadeia. Vai lá ver não? Devem ser conterrâneos seus. Existe alemão preto?

Otto franziu a testa e mais uma vez o chapéu de palha o incomodou.

– Já disse a você que não sou alemão, sou austrrríaco, respondeu sério.

O homem riu e se afastou depressa, deixando Otto com o coração alvoroçado. A notícia injetara-lhe alta dose de adrenalina nas veias. Espiões alemães? Mein Gott! Um dilema se lhe apresentava: vou lá ver quem são eles e mostro a esse povo que não sou alemão nem espião ou faço de contas que não sei de nada e vou trabalhar no rio? A primeira alternativa parecia ser a mais correta, uma vez que conseguira convencer a maioria do povo que era austríaco e que estava ali apenas preparando aquarelas para uma grande exposição que faria no Rio de Janeiro. Mas…e se um dos dois presos fosse conhecido seu e o reconhecesse e desse qualquer sinal disso? Quem seriam esses dois? E um alemão preto, seria das colônias? Essa história de não receber qualquer comunicado da base que não fosse a remessa de dinheiro o deixava perdido. Os dois foram presos em Gargaú? E a quem procuravam? Quem seria o contato deles? O barão?

Indeciso, Otto mexia sem prestar atenção nos instrumentos de trabalho na sua bolsa e formulava hipóteses. Será que algum dos dois falava português? O preto, por exemplo, poderia ter sido arregimentado no Rio de Janeiro e treinado em alguma das bases. Ou quem sabe vinha da Guiana? Ou da África? E se não falassem português? Haveria na cidade quem lhes servisse de intérprete? E se alguém o visse e o chamasse para traduzir o que os dois diziam? Como traduzir sem se trair? O povo entenderia que austríaco fala alemão? Acreditaria na sua tradução?

Nervoso, Otto coçou a cabeça e mais uma vez as pontas das palhas do chapéu espetaram sua testa. Seus dedos agitados remexiam sem parar os pincéis e tubos de tinta na bolsa. Acho melhor fazer de conta que nada tenho a ver com isso. A mim certamente os dois não vieram procurar, qualquer contato estava proibido, até mesmo com o barão, mas podem saber de minha existência e…não, vou trabalhar no rio, é melhor. Mas…para ir aonde quero vou ter de passar próximo à cadeia, a canoa está lá perto… vão me ver…

E eu não posso falhar nesta missão, falta tão pouco! Não posso me dar ao luxo de vê-la interrompida por causa de uns incompetentes. Mais uma semana e chego à foz, faço os desenhos, remeto para Buenos Aires e posso voltar em paz para casa! Trabandt estava fora de sua casa há muitos, muitos anos, desde os meados da década de 30, quando fora recrutado em Paris, onde estudava pintura. Estava cheio de entusiasmo pela nova Alemanha que iriam construir, uma nação de raça pura, superior, que dominaria e melhoraria o mundo. Assim, não fora difícil ser cooptado. Fácil demais até. Vencera todas as etapas do treinamento com brilhantismo, recebera a missão e estava quase a concluí-la quando dois patetas ameaçavam estragar tudo! Como se deixaram pegar por esses tontos? Por esses brasileiros incompetentes?

Sentada no banco de madeira, a mulher jovem via as pessoas passando e parecia não demonstrar o menor interesse. Com cerca de 30 anos, inteiramente vestida de preto, o que indicava viuvez recente, mantinha os olhos fixos num cachorro sarnento, deitado ao sol, a poucos metros dali. Falava com ele, que de vez em quando voltava seus olhos tristes e desinteressados para ela.

– Tá vendo, cachorro, como esse povo me trata? Antes essas mulheres eram minhas amigas, agora mal olham pra mim, fazem cara de medo ou de nojo e se desviam. Virei a própria peste. O médico me disse que não tenho nada, que não peguei a doença, mas ninguém acredita! Nem Dinha! Já saí gritando pela rua que não estou contaminada e ninguém acreditou. Pelo contrário, acharam que além de tuberculosa estou doida! Que a doença me atacou a cabeça e fogem de mim como o diabo da cruz. Num tô agüentando mais! Que que eu faço, cachorro?

A mulher respirou fundo.

– Sabe, cachorro, a Dinha é minha grande amiga, desde que a gente era assim desse tamaninho. Bom, ela é um pouco mais velha do que eu e sempre me protegeu, como está fazendo agora. Quando ela soube que meu marido havia pegado a doença, depois daquela pancada nas costas, quando o mastro da prancha desabou em cima dele, veio me procurar e propôs ficar com a menina até que ele ficasse bom. A menina corria perigo de pegar a doença, podia ficar fraca do pulmão. Dinha também é nossa madrinha de casamento e Afonso sempre gostou muito dela. É calma, séria, decidida, eficiente. Tem horas que age como um homem, ao contrário do frouxo do marido dela, um pamonha, que só sabe viajar. Pois é, a Dinha se ofereceu para tomar conta de Gracinha, ela não tem filhos, diz ela que não quer, mas acho que não pode. Nós concordamos, ficamos até agradecidos, mas depois que a menina foi morar com ela, achei que ficou diferente comigo, parece que tem ciúmes. Quando eu ia ver a menina ela me obrigava a trocar de roupa na sala, lavar as mãos, passar álcool até nos braços, e só depois me deixava abraçar minha filha. Eu entendo e até aprovo os cuidados dela, mas há alguma coisa, deve ser impressão minha, que me diz que ela não gosta que eu visite a menina. Depois então que Afonso morreu, ela só me deixa olhar Gracinha de longe. Isso me deixa muito triste, muito triste mesmo.

A mulher enxugou as lágrimas.

– É justo isso, cachorro? Já estive no médico uma porção de vezes, ele escutou minhas costas, me mandou tossir, disse que não tenho nada, que não fui contaminada, apesar de não ter saído do lado de meu marido um minuto sequer. Eu gostava tanto dele, era um homem bom, trabalhador, bonito, forte, brincalhão e demonstrava tanta paixão por mim! Ah, Afonso, maldigo esse mastro que te matou!

O cachorro bocejou longamente, esticou s pernas e voltou a dormitar.

– Essa flautinha aqui – tirou uma flauta de metal do bolso do vestido e mostrou-a ao cão – foi ele quem me deu logo depois que nos casamos. Eu adoro ela! Quando ele ficava triste por causa da doença eu tocava a flautinha e parecia que ele se acalmava, me sorria, jogava beijinhos. Ele comprou a primeira flauta no mercado de Campos, só porque eu fiquei admirando uma e ele sempre soube que eu gosto muito de música. Mas eu só soprava a flauta, não sabia tocar.

Aí apareceu por aqui um professor de música, veio de não sei onde e não ficou muito tempo, senão morria de fome, tinha poucos alunos e Afonso, assim que soube, me botou pra estudar com ele. Paciente, tudo que sei devo a ele, ao professor Ranieri. Eu aprendo rápido, sempre fui assim, e se tivesse continuado com as aulas, podia me tornar uma grande artista, ele me garantiu. Mas não faço feio, quer ver?

Sorriu com doçura para o cão e pôs-se a tocar a flauta.

Lourival tirou os tamancos e sentou-se nas pedras do cais. Suas pernas finas e queimadas pelo sol, marcadas por cicatrizes de perebas e furúnculos, mal cobertas pelas calças de brim listrado, balangavam sobre as águas barrentas que corriam em silêncio, rompido apenas quando esbarravam no casco das pranchas e canoas atracadas. Contra o céu escuro, mal se delineava a silhueta de um navio, ancorado no meio do rio. Poucas as estrelas que tentavam iluminar a noite.

Lourival, a quem chamavam Louro, tinha 15 anos e muita mágoa e raiva no peito. Todos os seus amigos, naquela hora, estavam conversando e brincando em grupos ou flertando com as mocinhas, ele não. Tinha medo que, como de outras vezes, o pai passasse e fosse em sua direção, cambaleante, para mandá-lo de volta para casa, com possibilidade de levar uns tapas ou pescoções e por isso se refugiava na beira do cais. O melhor seria mesmo ir para casa, deitar em sua cama e dormir para esquecer os problemas causados pelo pai pinguço, pela mãe nervosa, pela falta de dinheiro para as coisas mais simples, como comprar arroz e feijão. A mãe, porém, o enchia de recriminações, de ordens e pedidos, e o aporrinhava tanto que acabava por ir dormir na casa da velha, que pusera o quartinho do fundo do quintal à sua disposição, com uma pequena cama, uma mesa com uma moringa dágua e um cabide. Ali encontrava a paz, mas era uma paz meio desagradável, na casa dos outros, e além disso, de manhã muito cedo, a velha socava a porta, querendo que fosse para as inumeráveis filas que abundavam pela cidade, fila para comprar pão, fila para comprar carne e mantimentos e principalmente para comprar querosene. Odiava ficar horas no meio daquelas mulheres faladeiras que lhe faziam perguntas, indagavam de sua vida e da vida da velha. Não lhes bastava falar mal da vida do resto do mundo?

O que mais Louro gostava de ouvir eram notícias sobre a guerra. Sonhava com o dia em que o Brasil finalmente mandaria soldados para lutar contra os nazistas e ele, mais cedo ou mais tarde, sendo convocado, se livraria daquela vidinha chata e deprimente. Imaginava-se vestido com o uniforme do Exército, tal qual os soldados que via nas revistas e jornais que catava no lixo ou que a velha que o mandava comprar quando o trem chegava. A velha comprava livros, revistas de amor, bobocas, e às vezes algumas de notícias, que lhe dava assim que acabava de ler. Os livros ela guardava As revistas de amor levava para sua casa, onde a mãe e as irmãs liam com dificuldade. As que traziam fotos de soldados, de lances de guerras, armas, cenas de assaltos e bombardeios, ele devorava, e depois guardava debaixo do colchão para reler. Ainda haveria de ser um soldado, de vestir aquele uniforme vistoso, todo mundo ficava bonito vestindo uma farda, botinas engraxadas, bibico, as mulheres adoravam. Daqui a mais uns dois anos terei dezoito anos, pensou, e ninguém vai me impedir de me alistar.

Uma ave noturna cortou o céu gritando e Louro se arrepiou. O povo dizia que as tesouras eram agourentas. Será um aviso? Será que vou morrer na guerra? Fez o sinal da cruz. Bom, era melhor morrer na guerra do que viver essa vida humilhante, o pai sempre chegando de pileque em casa, batendo na mãe e em todo mundo, gritando e quebrando coisas até cair na cama, de onde só se levantava para vomitar. Quantas vezes não tivera de acompanhar a mãe em suas rondas pela cidade para descobrir onde o infeliz estava enchendo a cara? Isso era vida? Melhor morrer na guerra. Melhor lutar com os nazistas do que ver a mãe brigando com os irmãos que gritavam querendo comida, mostrando o guarda-comidas vazio, vociferando contra o pai inútil, que não arrumava trabalho e não trazia dinheiro para casa. Muitos eram os pais naquela situação na cidade, sem trabalho, com a guerra a falta de emprego aumentara, a fome atingia todo mundo, quase todo homem que conhecia bebia cachaça para esquecer a desgraceira de não ter como sustentar a família. Só mesmo uns poucos, os donos de vendas, construtores de barcos ou empregados da prefeitura, viviam bem. O resto era como seu pai, uns fracassados.

Por isso se dispusera a trabalhar para velha em troca do quartinho para dormir mais comodamente e comida. Às vezes, raramente, ela lhe dava uns tostões. Mais uma razão para não andar com os companheiros, que sempre tinham uns trocados para um picolé, um puxa-puxa, um bom-bocado. Ele juntava os trocadinhos para ir a uma sessão de cinema ver os caubóis ou filmes de batalhas. Não podia reclamar da velha, na casa dela almoçava e jantava todos os dias e se sobrava comida ainda levava para casa. E não tinha de aturar as brigas dos pais.

Tijolo não conseguira qualquer biscate naquele dia. Estivador de um porto de poucos navios, para ganhar a vida aceitava qualquer trabalhinho. Preferia ajudar os prancheiros, ir com eles a Gargaú, gostava de trabalhar no rio, era o seu elemento, mas aceitava qualquer trabalho quando estava duro. Não se importava em remar, empurrar a embarcação com vara, esgotar a água do fundo de bote, carregar sacos, latões de leite, feixes de lenha. Não temia tempestades nem ventanias, nem cobras nem assombrações. Uma vez vira o boitatá, de longe, numa viagem noturna de canoa, e seu coração não fraquejara. Não era valente só em terra, era principalmente dentro dágua. Sabia fazer de um tudo, consertava coisas, batia bomba para encher caixas dágua, ia ao mato buscar lenha. Quando não conseguia um biscate ia pescar. O que poderia fazer agora, mas não estava com pacha. O rio andava ruim de peixes, no tempo frio eles iam para o fundo, ficavam ariscos. Melhor ir para o bar do Eu, conversar com quem lá aparecesse, ouvir violão, tomar uns tragos pra esquentar, quem sabe não aparecia uma boa briga?

Tijolo, de nome Antônio, e de apelido completo Tijolo Velho, por causa da sua cor barrenta e avermelhada, um sarará arruivado, cabelo aparado, orgulhoso do grosso bigode de pontas crestadas, chegava aos 40 anos em plena forma. Boa pinta e boa altura, bom de conversa, conquistava as mulheres com facilidade, mas nunca pensara em se casar. Se os tempos fossem como os do seu pai, com empregos garantidos no cais ou nos estaleiros e oficinas para um homem forte e disposto como ele, até que poderia pensar em constituir família, ter filhos, uma casa. Mas do jeito que as coisas andavam, de mal para pior, e ainda por cima com aquela guerra no estrangeiro que acabava por atrapalhar a vida dos marujos, com afundamento de navios e riscos para os pescadores de alto mar, não valia a pena. O negócio era continuar solteiro, namorando umas e comendo outras, principalmente as putas do beco do Araújo, onde muitas não lhe cobravam por uma trepadinha.

Tijolo olhou o rio com melancolia, suspirou e passou as mãos pelo cabelo grosso. O melhor mesmo é ir para o bar. Quem sabe aparecia alguma coisa para amanhã?

Capítulo 2 >>

2 Comentários Add your own

  • 1. Andre Pinto  |  7 \07\UTC março \07\UTC 2009 às 05:34

    Carlos Sá,
    Comecei a ler os capítulos de “NAUFRAGANTES”. Simplesmente espetacular! Sabe, o personagem “Tijolo Velho” tem tanta vida na história que este se confunde com algumas pessoas que eu conhecço aqui em San Juan. Dou um exemplo: meu tio “Galista” seria uma espécie de “Tijolo Velho” , pois já fez isso tudo que o personagem está fazendo. Vou continuar a ler os outros capítulos e comentarei com você!
    Grande abraço
    Andre Pinto

    Responder
    • 2. silvana menezes alves  |  18 \18\UTC janeiro \18\UTC 2012 às 22:34

      estou em busca do passado de gargaú ; do hotél; dos prancheiros, resgatar o q possível!

      Responder

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