Parte V

OUTRAS  PERSONALIDADES

 

 JOSÉ DE OLIVEIRA BARBOSA – Visconde do Rio Comprido – nasceu em agosto de 1753 e morreu em 1844 no Rio de Janeiro. Militar, foi o supremo comandante militar de Angola, na África, o 2º fluminense a obter esse posto, o 1º foi Salvador Corrêa de Sá. Em 1821 fez parte da Junta Provisional, eleita por Pedro I, após o movimento constitucionalista do Porto, em Portugal. Em 1808 foi elevado ao cargo de brigadeiro e 1823 foi nomeado pelo imperador Pedro I ministro da Guerra, no primeiro ministério formado depois da Independência do Brasil. Como ministro assinou junto com o imperador o decreto que dissolveu a Assembléia Constituinte em 1823.  Morreu quando ocupava o cargo de comandante da polícia do Rio de Janeiro.

 

JOSEFA FERNANDES – nasceu em 1766 e faleceu em 1829. Casada e sem filhos,  morava numa casa na praça da Matriz, que era um verdadeiro consultório, atendendo doentes dia e de noite, sem cobrar, e quase sempre curando-os. Além de cuidar dos enfermos, mandava levar alimentos às casas dos mais pobres. Desde criança acompanhava sua mãe, Anna dos Reis, considerada o anjo consolador dos aflitos, na visita aos doentes. Como na época não havia médicos na cidade, Josefa, receitava ervas e fazia curativos.

 

FERNANDO JOSÉ MARTINS – Historiador e advogado. Foi juiz substituto, vereador e presidente da Câmara Municipal. Nasceu em 1810 e faleceu em Vitória/ES, em 1889. Autor do primeiro livro de história do município:“HISTÓRIA DO DESCOBRIMENTO E POVOAÇÃO DA CIDADE DE SÃO JOÃO DA BARRA E DOS CAMPOS DOS GOYTACAZES.

CAETANO DE CAMPOS – Antônio Caetano de Campos, médico e professor, nasceu em 7 de maio de 1844 e faleceu em São Paulo em 12 de setembro de 1891. Órfão, fez seus primeiros estudos na cidade e depois em Nova Friburgo. Formou-se em medicina no Rio de Janeiro, alistou-se na Marinha e a bordo do navio Jequitinhonha participou da Guerra do Paraguai. Reorganizou o ensino no estado de São Paulo a pedido do presidente da República, Prudente de Morais. Instituiu a primeira Escola Normal de São Paulo. Fez parte da comissão que redigiu o projeto da Constituição Brasileira de 1891. Ocupou a cadeira nº 28 da Academia Paulista de Letras. Na cidade de São Paulo há uma rua e um colégio com seu nome.

NARCISA AMÁLIA – poeta, jornalista e feminista, nasceu em 1852. Mudou-se para Resende aos 13 anos, acompanhando os pais. Publicou um livro de poesias “NEBULOSAS”. Militou na imprensa – foi a primeira jornalista brasileira – e lutou pelos direitos das mulheres, pela libertação dos escravos e pela proclamação da República em nosso país. Faleceu no Rio, em 1924, no dia de São João. Dois livros foram escritos sobre sua vida e obra: “Narcisa Amália, vida e poesia”, de João Oscar, Campos dos Goytacazes, 1994 e “Um espelho para Narcisa – reflexos de uma voz romântica”, por Christina Ramalho, Elo Editora, Rio,1999.  A acadêmica Heloisa Crespo publicou em 2002, o poema cordel “Narcisa Amália”.

SANTOS LAVRA (Cecílio) – tipógrafo e poeta, nasceu em 25 de outubro de 1859.  Portador de tuberculose, morreu em 8 de novembro de 1887, em Campos. Publicou o livro de poesias “ANGIOLINA e outro volume de poesias em parceria com Pinto Neves: “PENA DE DOIS BICOS

 AGOSTINHO LOPES DE OLIVEIRA – Capitão do Corpo Policial da província do Rio de Janeiro. Participou como tenente do 23º Corpo de Voluntários da Pátria, que lutou no Paraguai, (citado no Almanak de Campos de 1881, p.108) destacando-se nas batalhas do Avaí e Lomas Valentina. Por atos de bravura no campo de batalha recebeu a Medalha Geral da Campanha do Paraguai em 28/06/1869 e a Medalha do Mérito Militar em abril de 1870 e D. Pedro II o nomeou Cavaleiro da Ordem da Rosa, uma das mais importantes do Império. Suicidou-se em Campos, atirando-se no rio Paraíba do Sul, em 17 de janeiro de 1884, porque estava numa situação econômica difícil, e com ferimento num de seus dedos  e suspeitava que tivesse de amputar o braço. Deixou três filhas menores. O jornal S. JOÃO DA BARRA (1ª fase) e jornais campistas abriram subscrições de donativos para ampará-las.

 PINTO NEVES, Manoel – poeta, abolicionista e agente dos Correios, autor do livro de poesias “ROSAS DO ERMO”, de 1887, que lhe causou a perda do emprego público. Caluniado, perseguido e endividado, sem conseguir novo emprego, morreu pouco tempo depois na miséria, na cidade onde nasceu, ainda no século XIX.

 JOSÉ HENRIQUES DA SILVA – jornalista, poeta, orador de reome, nasceu em Paços do Brandão (Portugal) em março de 1855, chegou ao Rio em 1866 e em São João da Barra em 1870, aos 15 anos de idade e aqui morreu em 30 de abril de 1930. Era coronel da Guarda Nacional, coletor de Rendas Federais e editou os jornais S. JOÃO DA BARRA, COMBATENTE e O LUCTADOR.

MANOEL GOMES MOREIRA – jornalista, presidente da Câmara Municipal, nasceu em  5 de março de 1818 e faleceu na década de 1890, em Niterói. Tenente da Guarda Nacional, foi presidente da Câmara de Vereadores e editou os jornais “O DESPERTADOR” (em 1872), “O PROGRESSO”, “O PROGRESSISTA”, “PRIMEIRO DE MARÇO” e “O POVO”, em 1889.

JOÃO BRÍGIDO (dos Santos) – Advogado, jornalista, professor de gramática, deputado provincial, geral e estadual e senador pelo Ceará no período de 1864/1894. Historiador, membro do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico, da Academia Cearense de Letras e do Instituto Arqueológico de Pernambuco. Iniciou-se como jornalista com 21 anos, no jornal cearense “O ARARIPE”. Fundou o jornal cearense o “UNITÁRIO” em 1903. Foi professor do Liceu do Ceará. Nasceu em 3 de dezembro de 1829 e faleceu no Ceará, em 14 de outubro de 1921, onde viveu parte de sua vida. Tem extensa bibliografia, onde se destacam: “MISCELÂNEA HISTÓRICA”, “O PRINCIPE GASTÃO DE ORLEANS E BRAGANÇA, CONDE D’EU” (1892), “APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DO CARIRI” (1888) e “CEARÁ: FATOS E HOMENS“.

 CÂMARA PAVÃO (Joaquim) – Nasceu em 12 de agosto de 1864, foi funcionário público municipal, responsável pelo cemitério. Criou o Grêmio Teatral Filhos do Progresso, que em 1906 inaugurou o Cine Teatro São Joannense. Conhecido como Quincas ou Pai Dedé, foi um dos fundadores do Clube Democrata, pintava e era carnavalesco. Morreu em março de 1926.

 PESSANHA PÓVOA (José Joaquim) – escritor e poeta, advogado, jornalista, crítico literário, secretário de governo da província do Rio, parlamentar pelo Espírito Santo, prefaciou o livro de Narcisa Amália. Nasceu em 1837, segundo João Oscar, e em 15 de abril de 1836, segundo a antologia “Patronos e acadêmicos” de Francisco Aurélio Ribeiro e faleceu em Paris em 1905 ou em Vitória, segundo a mesma antologia, em 17 de setembro de 1904. Quando estudava Direito em São Paulo, fundou o Instituto Dramático, em 1860, e com Nabuco Araújo, editou a Revista Dramática, que durou 22 números e se destinava a desenvolver e propagar a educação teatral entre os estudantes. Colaborou com o Jornal das Famílias (1863/78) e com a Revista do Ensaio Filosófico Paulistano, fundada por Àlvares Azevedo. Foi Chefe de Polícia do estado do Rio de Janeiro no governo Portella. Autor da letra do hino do estado do Espírito Santo, escreveu ainda: “LEGENDAS RELIGIOSAS DA PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO” (1873), ANOS ACADÊMICOS (1860/64), A CELA DO PADRE ANCHIETA (1895), OS HERÓIS DA GUERRA (Do Paraguai) 1870, OS HERÓIS DA ARTE (1872, “O PRÍNCIPE GASTON DE ORLEANS, CONDE D’EU” (1902) e “NECROLÓGIO”, homenagem póstuma ao historiador sanjoanense Fernando José Martins (1898), entre outros.A secretaria de Educação do Espírito Santo deu seu nome a uma escola do 1º grau em Santa Teresa.

 ANTÔNIO BRAGA – poeta, jornalista e juiz de Direito. Nasceu em 1898 e faleceu no Rio de Janeiro, em meados da década de 60 do século XX. Seu pai, Manoel da Silva Braga, editou em São João da Barra o jornal A TRIBUNA de 1925 a 1933. Sua obra poética está reunida no livro “CARÍCIAS E CICATRIZ

 CORONEL CINTRA (Manoel de Oliveira Cintra) – português, coronel da Guarda Nacional, animador cultural da cidade até início do século XX, era proprietário de estaleiro de construção naval, foi diretor secretário por muitos anos da Companhia de Navegação São João da Barra/Campos, que fundou com os coronéis Nunes Teixeira e Francisco Pinto. Foi presidente da Câmara Municipal, quando foram erguidos os mercados da cidade e de Gargaú. Criou a Sociedade Beneficência dos Artistas, e começou a construir o cine-teatro, tendo morrido antes do término da construção, que ficou a cargo de Francisco Pinto.

SILVA COUTINHO (João Martins) – Nasceu em 1º de maio de 1830, filho do historiador Fernando José Martins e faleceu em Paris em outubro de 1889, como membro da Comissão Brasileira da Exposição Universal. Formado pela antiga Escola Militar, saiu como major-engenheiro do Exército em 1866. Foi professor de Geologia e Mineralogia da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, naturalista, membro da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia/USA, da Sociedade Geográfica de Paris e outras. Representou o Brasil na Exposição de 1867, em Paris. Foi um dos fundadores e o 1º presidente (por aclamação)do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. Entre outros trabalhos fez o levantamento da parte geológica, da flora e tribos da região do rio Purus. Escreveu vários livros, entre eles “AS EPIDEMIAS DO VALE DO AMAZONAS” e “NOTÍCIAS SOBRE O GUARANÁ”. Autor do traçado, através da selva amazônica, da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, tema da mini-série MAD MARIA, pela Rede Globo de Televisão. Foi o responsável pela descoberta dos fósseis paleozóicos do rio Tapajós, afluente do Amazonas, em Mato Grosso.

 DOMINGOS FERNANDES DA COSTA – Nasceu em 1882  e faleceu no Rio em 1956. Foi oficial da Marinha e astrônomo do Observatório Nacional, onde se aposentou como assistente-chefe. Participou em 1919 da equipe de observação do eclipse total do sol, em Sobral/CE, comprovando o desvio de luz nas estrelas que ratificou a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein. Realizou o levantamento magnético do vale do São Francisco, em 1911 e escreveu trabalho sobre a estrela Nova da Águia, publicado nos anais da Academia Brasileira de Ciências em 1927.

 CORIOLANO HENRIQUES – filho do jornalista José Henriques da Silva, autodidata, poeta, ator, autor teatral, desenhista, carnavalesco, nasceu em 7 de dezembro de 1893 e faleceu em 1975, deixando cinco filhos de dois casamentos. Escreveu o livro de poesias, inédito RELÓGIO DA VIDA e peças como “AMOR MATERNAL”, “CABOCLA SERRANA”, “JOGO DO BICHO” e outras, com sucesso regional.

 MANOEL BARRETO (Gomes da Silva) – Sapateiro, funcionário da Câmara Municipal, cronista e poeta. Escreveu crônicas para o jornal “EVOLUÇÃO” e compôs marchas-rancho. Suas crônicas ainda não foram reunidas em livro. Nasceu em 1907 e faleceu em 1965, deixando cinco filhos. Em 2007, seu filho Luiz (Zitinho), promoveu uma edição póstuma de seu livro de poesias “A ti, São João da Barra”, lançado na data de seu centenário de nascimento, em 16 de outubro.

 LAURO TAVARES MONTEIRO – Mecânico e poeta. Nasceu em1900.Viveu no Rio, São Paulo e Minas. Publicou o livro de poesias ‘CISALHAS” em 1945, 2ª  edição em 1968.

 LUIZ CASTRO FARIA – professor e antropólogo, nasceu em 5 de julho de 1913 e morreu em Niterói, em 16 de agosto de 2001. Casou-se com a prima Elsa, campista, com quem teve três filhos. Editou sete livros, entre eles “A ANTROPOLOGIA NO BRASIL: ESPETÁCULO E EXCELÊNCIA”, UFRJ/Tempo Brasileiro, 1993. Representante, em 1938, do Museu Nacional e do Conselho de Fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas – CFE – na Expedição à Serra do Norte, chefiada por Claude Lévi-Strauss. Desde 1936 era “praticante gratuito” do Museu Nacional, quando finalizava o curso sobre Museus, onde ministrou seminários sobre etnografia, arqueologia e antropologia física. Participou da fundação do Movimento Social Brasileiro. Dedicou-se à antropologia brasileira. Nos anos 1940 e 1950 fez pesquisa de campo, viajando por quase todo o litoral brasileiro, Brasil-Central e Amazônia. Sua metodologia foi a antropologia ecológica, que classificou de Sistemas Econômicos Indígenas, Etnologia Regional e Arqueologia. Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense (1979) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984), e medalha de Honra ao Mérito Científico, em 1999. Decano da antropologia brasileira, foi fundador e incentivador dos cursos de Antropologia da UFF e de Antropologia Social no Museu Nacional. Fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira de Antropologia (1954-1956), membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, da Sociedade Brasileira de Genética, da Sociedade Brasileira de Anatomia e da Sociedade Brasileira de Geografia. Pertenceu à American Anthropological Association, USA;  ao Royal Anthropological Institute of Great Britain e Ireland; à Societé d’Anthropologie de Paris, à Societé d’Ethnographie Française; à American Association of Physical Anthropology e à Association Latino Americana de Sociologia – A.L.A.S.

 NEWTON ALVES – advogado, promotor público, orador, poeta, carnavalesco e técnico do time Brasileiro F. C. na década de 1940. Suas poesias não foram reunidas em livro. Nasceu em 2 de setembro de 1903 (05?) e faleceu em Campos, em  abril de 1957 (5?). Seu filho Paulo Nunes Alves escreveu o livro “Memórias de minha infância”.

 RUI ALVES – médico e escritor. Autor do livro de crônicasLÁ ONDE O SOL NASCE”  (1965). Nasceu em abril de 1920 e faleceu em abril de 1980. 

            .

 JOSÉ ÂNGELO – jornalista e tipógrafo capixaba, chegou em S.João da Barra em 1938 onde editou o jornal A EVOLUÇÃO a partir de 3 de julho de 1938. Já editara o semanário A TRIBUNA por 14 anos no Espírito Santo. Faleceu em 3 de novembro de 1944, deixando viúva e duas filhas.

 ALOÍSIO FARIA – nasceu na Bahia e foi professor em São João da Barra por muitos anos. Poeta, autor do livro publicado postumamente “Girândola de ritmos”, editou o jornal O LIBERTADOR, em 1950. Foi membro da Academia Campista de Letras. Interrompeu o curso na Faculdade de Medicina ao ser atacado pela espondilose rizomérica, que o deixou paralítico.  Foi diretor da extinta Rádio Atafona. Faleceu em Campos, em 24 de fevereiro de 1964. Deixou três filhos.

ALCIMAR SIMÕES BOMGOSTO – nasceu em 16 de junho de l962, filho de  Matilde e Áureo Bomgosto, e faleceu em 1º de junho de 1995. Desenhista, artista plástico, carnavalesco, ator amador, cenógrafo, autor do projeto do Centro Cultural, Narcisa Amália, onde montou uma oficina para o ensino de artes. Casado, deixou uma filha. A Casa do Artesão leva seu nome.

 ECYLA DINIZ – nascida em 28 de novembro de 1908, filha de Virgilina e do ex-prefeito, coronel Amando Alves, ex-presidente da Câmara Municipal. Recebeu medalha de ouro pelo trabalho de luz e sombra na lateral da capela do Palácio Guanabara e foi várias vezes premiada com trabalhos em pirogravura, xilogravura, decapê, argila, mosaicos, faiança e outras. Casou-se com Wilson Diniz. De volta à terra natal, depois de morar muitos anos no Rio de Janeiro e em Cabo Frio, fundou o Lar Amando Alves, para meninas, na casa onde viveu, hoje Educandário Santa Cecília, e o Retiro para Idosos São João Batista, na margem direita da rodovia 356, perímetro urbano. Faleceu em 1° de agosto de 1990.

 MILVA BESSA – zeladora da igreja de São Pedro, desenvolveu diversas atividades culturais como bandos, quadrilhas, teatro, quermesses e a famosa festa de Santo Antônio de dona Milva.

 CARLOS MARTINS (José Carlos Martins de Almeida) – nasceu em 1924, filho do segundo casamento do fazendeiro João da Costa Almeida, coronel da Guarda Nacional e proprietário do jornal O LUCTADOR. Estudou desenho e pintura em aquarela. Várias vezes premiado, participou de salões e exposições individuais e coletivas no país e no exterior. Em 1969 junto com outros artistas criou a Feirarte, no bairro de Ipanema/Rio. Faleceu em agosto de 2001.

 JOSÉ ESTEVÃO LINHARES MACHADO – fazendeiro, poeta e escritor. Foi prefeito de São João da Barra de 1959 a 1962. Escreveu o livro de contos “SERTANEJAS”. Nasceu em 1923 e faleceu em 2003.

 AN´AUGUSTA RODRIGUES – escritora, pintora, folclorista. Pernambucana, viveu muitos anos em Barcelos, casada com Paulo, gerente da usina. Tinha casa no Pontal de Atafona, levada pelo mar, onde recebia artistas plásticos, como Djanira. Colaborou em números da Revista Brasileira de Folclore, apresentou trabalhos sobre folclore da região em congressos e colóquios, entre eles: “Literatura oral na região de Campos e São João da Barra/Brasil” no Colóquio Internacional de estudos luso-brasileiros, em Lisboa, 1959, e publicou o livro “Cantigas de reis e outros cantares”, em junho de 1977. Faleceu no Rio, na década de 80.

 JOÃO OSCAR DO AMARAL PINTO – advogado, escritor e historiador, nasceu em 6 de abril de 1939 e faleceu em 6 de junho de 2006. Autor dos livros “Novos poetas” (coletânea), Rio, 1962, “Introdução à história literária de São João da Barra”, Teresópolis, 1972, “… E os pássaros voaram”, idem, ibidem, “Subsídios para a história de Teresópolis” idem, 1975, “Apontamentos para a História de São João da Barra”, idem, 1977; “Escravidão e engenhos”, Achiamé, Rio, 1985; “Curunkango Rei”, Cronos, Niterói, 1985 (reeditada em 2006, pela Francisco Alves, Rio, com o título de Saga de um herói negro); “História de Teresópolis – síntese cronológica”, Cronos, Niterói, 1988; “Narcisa Amália, vida e poesia”,  Lar Cristão, Campos, 1994; “Meus versos de jovem – 1955 a 1965”,  ed. autor, São João da Barra, 1998 e “Juventude vermelha”, Francisco Alves, Rio, 2000.

 BRAGA NETO – operário da fábrica de conhaque, pintor naif, produzia máscaras carnavalescas em papiê-machê e alegorias para os carros dos blocos.

 NÉLIO DE SOUZA AQUINO – filho de Agravelina e Pedro Aquino, nasceu em 17 de setembro de 1935 e faleceu em 12 de fevereiro de 2010. Desenhista, publicitário e decorador era o responsável pela campanha publicitária da extinta cadeia de roupas prontas Lojas Ducal. Foi diretor do sindicatao dos Comerciários do Rio de Janeiro, onde residia. Era casado e pai de dois filhos. Foi sepultado em São João da Barra.

2 Comentários Add your own

  • 1. nilceli  |  13 \13\UTC junho \13\UTC 2010 às 20:26

    Olá…

    Estou procurando uma foto e matérias que falem sobre o Professor Aluízio Faria, de São João da Barra, falecido em fevereiro de 1964. Nessa época, eu tinha 3 anos, e sou prima dos 3 filhos que o professor deixou(Judite, Pedro e Felicíssima.)

    Obrigada.

    Resposta
  • 2. nilceli  |  13 \13\UTC junho \13\UTC 2010 às 20:27

    Por favor, procuro fotos e matérias sobre o Professor Aluizio Faria, bem como algo sobre o livro “Girândola dos Ritmos”.
    Obrigada.

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


%d blogueiros gostam disto: