NOITE OUTONAL

16 \16\UTC setembro \16\UTC 2016 at 17:20 Deixe um comentário

Os lençóis ardem

e não permitem o sono

ao poeta cansado.

Seu corpo pontilhado

de gotas de suor

não deixa marca

nos lençóis em fogo.

Serão menos quentes

as praias do Nordeste

e as areias de Aruba?

Serão menos hostís

ao corpo adormecente

em qualquer parte do mundo?

É época de transição

de preparação para os tempos ansiados

de frio e calor.

Aqui o outono é uma bobagem

um nome sem significado.

Mesmo na noite

os lençóis ardem como se abrigassem

amantes em primeiro encontro.

Fiapos de brisa roçam desanimados

o corpo inquieto

e o travesseiro úmido

é tão hostil quanto a vida.

A janela oferece uma trégua

mas as pálpebras pesadas do poeta

não se encantam com a visão

do morro estrelado

sob um céu duro

salpicado de pontos de fogo.

 

13.04.198 ?

* Esboço de poema encontrado entre papéis velhos em incursão pela antiga biblioteca, hoje quarto de despejo em 18.05.2015. Não lembro quando foi escrito.

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Entry filed under: Crônicas.

DIA DA PÁTRIA O OBELISCO DO PORTO

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