ROSA CONSTRUÍDA (poema)

5 \05\UTC setembro \05\UTC 2016 at 15:26 Deixe um comentário

Para que surgisses, úmida e brilhante,

Dentre espinhos e folhas recortadas

Foi necessário que antes em mim existisses

Fruto da solidão e anseio de beleza.

A tua cor foi prevista nas madrugadas

Inúteis que surgiram depois das despedidas;

A sensação docemente exasperante

Que meus dedos arrancam de tuas pétalas,

Veio da rude seda dos corpos amados

Em momentos de nenhum amor;

E teu perfume, espiral de angústia e sede,

Antes de te envolver banhou de desejo

Os crepúsculos que antecederam a saciedade.

……………………………………………………………

Para que surgisses, rosa, perfeita e exata,

Foi necessário que de meu ser brotasse

A sombra da beleza jamais encontrada

E a esperança inútil de alcançá-la.

E se te lembro agora tua construção penosa

Não é para isentar-me da culpa de colhê-la

Mas para tentar amar os andaimes que restaram.

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OS ENCANTOS DA RESTINGA SANJOANENSE DIA DA PÁTRIA

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