SEM COMUNICAÇÃO

20 \20\UTC julho \20\UTC 2015 at 11:01 Deixe um comentário

Neste domingo, 19 de julho, completou-se quase um mês que fiquei sem receber correspondência pela agência do Correio local. Com isso fui obrigado a recorrer à internet para obter uma segunda via do meu Plano de Saúde que, não sei porque cargas dágua, não aceita débito automático para pagamento. Assim evitei ter de pagar multa, ficar com o nome de caloteiro e correr risco de não ser atendido pelas instituições e médicos conveniados. E olhe que dada minha idade pago um valor altíssimo pelo Plano.
A última remessa entregue pelo Correio, uma maçaroca de cartas para mim e para a loja do lado de minha casa, foi em 21 de junho. A impressão que então me deu foi que a agência espera juntar um número signifcadtivo de cartas e panfletos para então distribuir. Pode ser uma estratégia para resolver a falta de pessoal da agência, mas que prejudica sensivelmente o usuário.
Já que o governo diz que não tem condições de resolver o problema, que atinge todo o país, como se pode ver pelas cartas de leitores nos jornais nacionais, por que não privatizar?
Com esse desleixo, com essa criminosa desatenção, muita gente e muitas empresas são prejudicadas. Ou não é crime deixar uma instituição de cumprir suas funções, com isso causando prejuízos financeiros e de credibilidade?
Isso me lembra o tempo em que fui morar e estudar no Rio de Janeiro, quando telefonar para nossa cidade, seja para dar ou pedir notícias, era um tormento. Havia um posto telefônico no centro, um em Atafona e outro em Grussaí. Não me lembro como era nos distritos. Conseguir falar com alguém era um exercício de paciência. A telefonista bem que tentava fazer contato com o Rio, mas muitas vezes os postos de Atafona e Grussaí entravam na linha duramente conseguida e a ligação era perdida. E ainda havia dois ou três telefones particulares, a prefeitura era um deles, a sede do Conhaque de Alcatrão outro, que também atrapalhavam as ligações. No Rio as coisas não eram muito diferentes, havia muitos telefones, mas conseguir uma linha era um sufoco. Gastava-se tempo precioso batendo no dispositivo até conseguir linha. Alguns, de taiva, quebraram o aparelho.
E então as companhias telefônicas foram privatizadas, linhas e chamadas passaram a ser obtidas no tempo exigido, a atividade se desenvolveu muito e hoje temos até o incômodo embora necessário celular, mais Ipods, ipads, ets. O governo diz não ter dinheiro para contratar mais pessoal, apesar de arrecadar fortunas com impostos. E agora, com as investigações da Lavajato, a gente passa a entender porque o erário público parece ser um saco sem fundo. O dinheiro dos impostos, ao que parece, serve para azeitar determinadas atividades, passando sempre pelo bolso de alguém ou indo para um Caixa 2. Por isso o governo não tem verba para a saúde, a educação, as estradas para consertar as estradas detonadas e outras atividades essenciais.
A atual temporada de caça aos corruptos começou justamente com o deputado Roberto Jefferson denunciando maracutaias, onde mesmo? Nos Correios. A partir daí a Polícia Federal foi acionada, montou várias operações de caaça-corruptos (algumas foram inviabilizadas por gente esperta) e devem vir por aí outras operações necessárias para botar o pais no rumo da honestidade, da eficácia, da lisura e do bom aproveitamento do dinheiro dos impostos.
Talvez fosse muito bom que a mangueira do lavajato se voltasse para essa e outras instituições que deixam a desejar e prejudicam até a imagem do país no esterior.
Atualização 1 – nessa mesma manhã de domingo, ao descer da Casa de Cultura Zenriques para tomar um copo dágua encontrei correspondências deixadas na caixa ao Correio da rua do Rosário – Boleto para pagamento de uma colaboração com a ONG Médicos sem fronteiras, e carta circular da Associação Brasileira de Escritores –ABE/RJ, da qual sou sócio, expedida na cidade do Rio de Janeiro em 03 deste mês (guardei o envelope como comprovante) e solicitação de envio de voto até o dia 5 deste mês para um dos candidatos ao prêmio Trofeu Rio 2015, com prazo de votação até o dia 15 deste mês. Não pude votar. Por que essa entrega não pode ser feita durante a quinzena?
Atualização 2 – Na tarde desse mesmo domingo, vi uma carta na outra caixa postal de minha casa, na rua dos Passos. Fui pegar, era correspondência bancária para a loja que funciona ao lado. Como sua porta é de vidro transparente, pude ver, entre a correspondência enfiada por baixo dela, a fatura da Unimed, que traz na sua face externa a data de pagamento (10/07/2015) e não dá para não ver; a conta de telefone, vencida também no dia 10, a fatura do cartão de crédito, vencida nesta mesma data, e meu contracheque de MAIO! É muita eficiência, né não? (leia com ironia, por favor, para não explodir de raiva.) Até quando irá esse estado calamitoso dos Correios?

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