PANELAÇOS

5 \05\UTC maio \05\UTC 2015 at 09:08 Deixe um comentário

A presidente Dilma não fez o tradicional discurso aos trabalhadores no dia 1º de maio, preferiu divulgar um vídeo nas redes sociais onde busca convencer os distintos eleitores que tenta atualizar o valor do salário mínimo, defasado há muitos e muitos anos. Seus detratores dizem que foi por medo de um panelaço, como tem ocorrido nos últimos tempos toda vez que ela discursa. Já o presidente do Senado e seu desafeto da hora, Calheiros, comentou que ela não discursou por não ter nada a dizer.
Panelaço é uma forma de manisfestação caseira, digamos assim, com os protestantes batendo panelas nas janelas ou portas de suas casas para mostrar sua insatisfação e indignação com o governo ou politicos em geral. E exigindo respostas.
Na verdade, a política brasileira está muito irritante. Blocos partidários se desfazem e novos arranjos surgem, nenhum pensando no bem do povo, mas em conseguir mais poder e influência. Os candidatos, na maioria dos casos, estão com problemas ou na justiça eleitoral ou na criminal. O povo não suporta mais ver corruptos no poder. E por isso protesta. Quem não quer ir protestar nas ruas faz seu panelaço, um protesto doméstico. Isso costuma fazer efeito nos países civilizados. Aqui só fazem as autoridades que provocam reações indignadas irem para a mídia, em especial a televisão, prometer que vão se emendar.
Vejamos o caso da presidente Dilma, que durante a última campanha eleitoral fez afirmações comprovadamente mentirosas para conquistar os votos que a reelegeram. E continua a fazê-las. Por isso é recebida com vaias onde se apresenta e não fez o discurso de 1º de maio. Um vexame. As manifestações e panelaços têm duas reivindicações básicas: o fim da corrupção que envergonha ae atrasa o desenvolvimento do país e a reforma política, sempre prometida e nunca realizada e de quem se espera que não mais permita que as falcatruas aconteçam. Talvez por isso.
O STF botou água fria no combate à corrupção ao mandar soltar empreiteiros que estavam prestes a abrir o bico para contar mais malfeitos, ajudando a limpar as licitações públicas. Foi mal. O articulista Paulo Guedes, do jornal O Globo, diz em sua coluna da segunda-feira 4: “A opinião pública tem a desconcertante percepção de que o establishment trabalha de fato pela impunidade.” Já a reforma política vai ser comandada por deputados do PT ou do PMDB, envolvidos até o pescoço nas tramóias. Que tipo de reforma o povo acha que vão fazer? A mesma sugerida pelo nobre Lampedusa, do romance “O leopardo”, a de mudar um pouco para deixar tudo como está. Ou seja, enganar o povo mais uma vez.
E a cada dia surge mais uma manifestação, como a dos indignados professores do Paraná, recentemente enfrentada pela Polícia Militar na base do cassetete. Logo quem, os professores, que lhes ensinaram o que precisavam saber para passar no concurso para a organização policial. As manifestações buscam também influir na escolha de temas da reforma politica, como o financiamento das campanhas eleitorais. A Operação Lava-jato, entre outros méritos tem o de tentar moralizar a política brasileira, expondo a ferida da corrupção para ser tratada, e assim melhorar a educação, a saúde e a qualidade de vida da população. Chega de malfeitos. Parece que os poderes públicos ainda se sentem em plena ditadura militar, quando essas questões eram resolvidas na base da porrada. Os tempos mudaram e os políticos demoram a parceber isso. E a refrear sua ganância.

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MANIFESTANDO POEM OF HE TREE 9Poema da árvore)

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