O ROTEIRO DOS SETE CAPITÃES

19 \19\UTC fevereiro \19\UTC 2014 at 16:35 Deixe um comentário

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Acabo de ler, em bela edição da Funemac Livros (Macaé, 2012 ), o texto integral do Roteiro dos Sete Capitães, organizado por Adelmo Gabriel e Margareth da Luz, com notas explicativas do professor e doutor em História Social Arthur Soffiati. Já havia lido sobre as viagens de desbravamento e posse das terras que vão do rio Macaé ao rio Iguaçu (atual lagoa do Açu) doadas pela coroa portuguesa aos capitães Miguel Aires Maldonado, Miguel da Silva Riscado, Antonio Pinto Pereira, João da Castilho e aos irmãos Gonçalo Correia de Sá, Manuel e Duarte Correia, como retribuição pelo auxílio prestado nas lutas contra os invasores franceses no Rio de Janeiro. A versão que li foi um texto  condensado. xerocado, do livro”Apontamentos para a História da Capitania de São Tomé”, de Augusto de Carvalho (Campos dos Goytacazes, 1888), apresentado como apêndice. O livro atual me foi presenteado pelo professor de História Ramon Mulin.

As três mirabolantes viagens dos capitães, uma pelo menos feita a pé, de Macaé ao Açu, me fascinaram. E como consequência, minha imaginação tomou as rédeas e fez um furdunço. Na época eu tinha feito pesquisa pouco frutífera sobre a São João da Barra dos tempos de meu bisavô Zenriques para escrever sua biografia e estava decepcionado ao constatar que minha cidade não tinha memória de sua história. Era como alguém sofrendo de profunda amnésia. Precisei recorrer aos jornais sanjoanenses guardados na Biblioteca Nacional, pois aqui não tínhamos biblioteca digna desse nome, que dirá Arquivo Público. A decepção se transformou em desejo de recuperar um passado para o município. Depois de muitas pesquisas escrevi um resumo histórico, que publiquei  no post “Aspectos culturais sanjoanenses” do meu blog www.carlosaadesa.wordpress.com, até hoje muito procurados pelos alunos e pesquisadores. E ainda textos estóricos, ou seja, a história como ficção para ser palatável para leitores que detestam textos didáticos. Nesses textos tudo é real, baseado em fontes confiáveis.

Escrevi então a ficcional trilogia sanjoanense, composta do romance “Lourenço das Velhas”, sobre a ocupação do Açu, do romance “Porto da Fortuna”, que se passa no auge da navegação fluval em nosso porto flúviomarítimo e do romance “Naufragantes”, ambientado na época da decadência do município, todos editados pela Cultura Goitacá Editora. Tinham que ser histórias atraentes, movimentadas, para atrair a atenção dos leitores, principalmente dos mais jovens, acostumados aos enredos televisivos. Em Lourenço das Velhas, talvez inconscientemente, alterei a razão das viagens e a ação dos sete capitães e consequentemente o cenário em que atuaram para tornar a aventura dos sete capitães mais movimentada. Fiz um poema para os capitães como prólogo. Foi, digamos assim, um recurso ficcional de que muitos autores se servem, mas esvaziou seu caráter histórico.

Os sete capitães vieram à nossa região por três vezes, para conhecer e demarcar as terras que haviam ganhado do poder português e não para combater índios rebelados. Os goitacá da região eram os mais mansos e tinham até náufragos portugueses vivendo pacificamente entre eles. Os goitacá bravos, que os padres cognominavam de tigres humanos e que impediram que os portugueses aqui se estabelecessem durante cerca de 100 anos, viviam em torno do rio Paraíba do Sul. Os portugueses até pensaram que eram anfíbios. Nem os capitães não vieram acompanhados de mercenários brasileiros ou estrangeiros, como Lawrence Simoens. Enfim tudo no livro é ficção, nada é histórico. Sua leitura deve ser fruída como um livro de aventuras, sem contato com a realidade da região e da época. Parece valer a pena, pois a primeira edição do livro está esgotada

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