PASSEANDO PELA HELLAS III

28 \28\UTC outubro \28\UTC 2013 at 15:42 Deixe um comentário

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Três gordas perdizes ciscavam distraídas por entre as ruínas do templo de Poseidon no cabo Sunion. Conta o guia Pan que estiveram à beira de extinção, mas o governo proibiu sua caça predatória e hoje se reproduzem com liberdade, nidificando entre as pedras. Provavelmente graças à intervenção da deusa Atena que, antes, para salvá-lo da morte, transformou o jovem Perdix numa pequena ave de voo curto enquanto ele caía do penhasco, jogado pelo invejoso Dédalo.

O Santuário de Poseidon foi construído pelo arquiteto Ictius, o mesmo artista que construiu os templos da acrópole, a mando do político Péricles, protetor das letras e artes, no período de 444 a 440 D.C. Tem, portanto, quase 2500 anos e dele só restaram 16 colunas dóricas e a assinatura  do bardo inglês Lord Byron gravada numa delas e muitos pedaços de mármore pelo chão, para a alegria das perdizes. Dali se avistam as inúmeras ilhas perdidas no belo azul do mar Egeu.

O velho e novo. Pela fímbrias da montanhas do Peloponeso, palco da guerra fraticida entre Atenas e Esparta, enormes conjuntos de placas para converter o sol em energia e parques de grandes cataventos para captação de energia eólica, convivem tranquilos com escavações arqueológicas e lavouras diversas, mantos de oliveiras e manadas de ovelhas.

No caminho passamos pelo  santuário de Epidauros e o teatro de arena de Asclépio, ou Esculápio para os romanos, filho de Apolo com uma mortal. Era um dos deuses mais populares da antiguidade por exercer a medicina e até ressuscitar mortos. Seu templo era um hospital com um anfiteatro com tão perfeita acústica que ainda é investigada por sábios de todo o mundo.

De Epidauros seguimos para Micenas, parando nas ruínas prehistóricas de sua acrópole, pela tumba de pedra de Atreu, provável bisavô de Agamenon. Almoçamos alí perto. Havia um grupo grande de meninos, na faixa de 11/14 anos, sentados no chão, desenhando o túmulo a mão livre, orientados e acompanhados por dois jovens professores. Aula de história e desenho ao vivo, Comemos o indefectível carneiro ensopado com batata, que parece ser o prato nacional e fomos dormir em Olympia.

O tempo mudara, nuvens negras cobriram o céu e de repente, após a visita ao museu arqueológico, a chuva desabou. As mulheres do grupo compravam lembranças e aproveitaram para … guarda-chuvas! O que foi uma sorte, mas os guarda-chuvas que na rua da Alfândega, no Rio, custavam cinco reais, ali nos saíram por cinco euros, o que equivalia a 15 reais. Cavacos do ofício de turista, alguma coisa sempre sai fora do eixos.

Podia ficar desfiando monumentos e lugares por onde passamos, cada qual mais interessante, mas que acabaria por enfarar o leitor. Assim vou encerrar esse desfile de imagens e emoções por aqui. Antes que minha pilha acabe, falarei das ilhas de Mykonos e Santorini, jóias vulcânicas enfeitadas com buganvílias de todas as cores. No próximo.

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