AS DONAS NA HISTÓRIA

9 \09\UTC abril \09\UTC 2013 at 14:55 Deixe um comentário

Um derrame cerebral matou na segunda 8, Margareth Thatcher, ex-primeira ministra britânica. Cognominada dama de ferro por suas decisões fortes e duras que recuperaram a economia da Inglaterra, não foi, porém, a primeira mulher a dirigir o país. Antes dela veio a rainha Elizabeth I, conhecida como a rainha-virgem, embora tivesse seus amantes, que que deu título de cavaleiro  a corsários cruéis, como Francis Drake, desde que que o butim que apresasse ficasse no seu país. Assumiu o trono após o falecimento da meia-irmã, Maria Tudor. Seu reinado foi marcado pelo grande desenvolvimento do país e pela consolidação do anglicanismo.  Ainda na Inglaterra temos a rainha Vitória, um longo reinado, que durou 63 anos, marcado pela expansão do império, quando se dizia que o sol nunca se punha no império britânico. Foi um período altamente moralista.

Muitas mulheres se destacaram na política e na administração pública; outras, porém, deixaram uma imagem negativa, manchada pela corrupção que grassou em seu governo, em todo o mundo.

Dizem alguns historiadores que no principio o mundo foi governado pelo matriarcado, ou seja, era a mãe quem mandava. Depois, graças a sua indisponibilidade durante os períodos de gravidez e aleitamento e à instabilidade causada pela TPM, os homens tomaram as rédeas do poder e só há pouco tempo, depois da revolta das feministas, que queimaram sutiãs e passaram a exigir algo mais além do o direito de voto, que lhes foi concedido no século XX, é que estão se assanhando e ocupando os postos masculinos. Só não querem pagar a despesa quando jantam fora com seu par.

Mesmo terminado o matriarcado elas continuaram a mandar. Dizia-se que atrás de um grande homem sempre havia uma grande mulher, só pra tirar parte de nosso mérito. E grandes mulheres despontam na história humana, como Nefertiti e Cleópatra, no Egito, Catarina de Médici e Maria Antonieta, na França, Lucrécia Bórgia e Anita Garibaldi na Itália, Golda Meir, uma das fundadoras do estado de Israel, Madre Teresa de Calcutá e Indira Gandhi, que governou a Índia por 18 anos e morreu assassinada, enfim uma plêiade de lutadoras. Hoje temos Angela Merckel na Alemanha, também durona, e aqui Dilma, a primeira mulher a governar o Brasil republicano, já que no império foi governado por curtos períodos pela imperatriz Leopoldina e pela princesa Isabel.

É difícil julgar o desempenho dessas nem sempre doces criaturas. A imagem da mãe da gente sempre se mete no meio, com seus carinhos e palmadas. A dama de ferro não mereceu esse nome à toa. Outras em maior ou menor grau, foram acusadas de cruéis, despóticas, insensíveis, mas dizem as boas línguas que para se afirmar num mundo dominado por homens elas precisavam ser mais macho que eles. Não foi sem razão que as feministas queimaram os antigos porta-seios nem que as bravas amazonas só aceitavam a presença masculina durante o período de acasalamento, fazendo questão de só criar as meninas, deixando os filhotes para os papais. Elas têm suas razões. Falei nas amazonas porque no seu radicalismo guerreiro faziam extirpar seu seio direito para melhor apoiar a arma, matando sua gostosa metade mulher.

Com a morte da Thatcher o atual governo feminino se reduz a algumas presidentes de países orientais e sul americanos, entre eles a Argentina, que já entronizou Isabelita Perón e Cristina Kirchner e santificou Evita Perón. Vamos ver como vão se sair.

PS – Agradeço, lisonjeado, a visita ao meu blog de leitores de Portugal, França, Suiça, México e Estados Unidos.

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HABEMUS PAPAM A CASA – conto

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