LIBELO

7 \07\UTC fevereiro \07\UTC 2013 at 08:49 Deixe um comentário

Campos e São João da Barra têm umas peculiaridades extremamente irritantes, em especial no caso das consultas médicas. Vou relatar três experiências minhas recentes com esses profissionais. Esta crônica é um libelo contra o mau atendimento.

Uso óculos há muitos anos: miopia e astigmatismo. Mesmo depois da cirurgia de catarata, de vez em quando preciso corrigir o grau dos óculos. E foi o que tentei fazer ao marcar consulta com um recomendado oculista de Campos na sexta-feira 24. A atendente marcou para as 15 horas da segunda-feira seguinte e avisou que o médico atendia por ordem de chegada. Fiquei intrigado: hora marcada ou ordem de chegada? Na segunda pela manhã liguei para o consultório confirmando o horário. E às 15 horas lá estava eu. Consultório cheio. Esperei a atendente preencher a ficha da mulher sentada no sofá à sua frente e entreguei a carteira do Plano de Saúde para o mesmo fim. A consulta estava marcada para as 15 horas, mas o médico chegou depois das 15h30. E eu lá, folheando revistas jurássicas enquanto esperava. Enfim, chegou a vez da senhora cuja ficha foi preenchida antes da minha. Já passava bastante das cinco horas e com um sorriso bobo perguntei à atendente: o próximo sou eu? Não, disse ela, olhou algumas fichas e completou: tem quatro pessoas na sua frente. Como, se a ficha dessa senhora que está sendo atendida foi preenchida imediatamente antes da minha? E ela, cândida: é mas tinha gente que chegou antes e estava esperando lá fora. Indignado, pedi que ela rasgasse minha ficha e fui embora. É desrespeito ao paciente.

No ano anterior, o endocrinologista que me trata, me recomendou uma visita a um geriatra para uma geral e indicou-me uma médica. Lá fui eu para uma rua perto do jardim do Liceu onde fica seu consultório. Jardim que muitas vezes percorri correndo para não chegar atrasado na sala de aula. Bonita a médica. Perguntou qual o meu problema, expliquei que atendia a sugestão do endocrinologista. Me olhou, fez perguntas e me dispensou. Não me ascultou, não verificou meu pulso, não apertou minha barriga. Será minha aparência tão saudável que dispensa qualquer exame complementar?

Esse tipo de descaso já me havia acontecido no pronto atendimento médico que funcionava na Santa Casa de São João da Barra, a cuja Irmandade mantenedora pertenço. Nesse tempo eu editava o jornal S. JOÃO DA BARRA, que era impresso no Rio de Janeiro e muitas vezes tive de carregar os volumes de mil exemplares até o taxi e aqui, como não há carregadores na rodoviária, trazê-los no muque até em casa. Passei a sentir um incômodo na virilha esquerda. Numa tarde, passando pela Santa Casa vi que estava vazia e aproveitei para perguntar ao médico se podia ser sintoma de hérnia o que estava sentindo. Entrei, um senhor com barba por fazer, escarrapachado numa cadeira, ao saber o que me perturbava, mandou que eu abaixasse a bermuda e de lá, sem me tocar, diagnosticou: são gases. Não era, na viagem seguinte ao Rio ficou constatado que era hérnia. Mas lá o médico apalpou o local. 

Será que é só comigo que essas coisas acontecem? Será carma?

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DIA DE DOMINGO DEIXA QUE EU CHUTO

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