RETROSPECTIVA 2012

1 \01\UTC janeiro \01\UTC 2013 at 10:31 Deixe um comentário

mundo não acabou em dezembro. Já que ainda estou por aqui, quero aproveitar mais alguns anos. O calendário maia ou seus intérpretes não são de nada. Ainda bem.

Tivemos momentos especiais. Alguns repletas de esperança que desanuviaram os corações angustiados de muitos brasileiros e um dos mais importantes foi à ação saneadora do STF, encarnada na figura impoluta e corajosa do ministro Joaquim Barbosa. Que surjam outros do mesmo calibre nos estados e municípios.

O STJ foi impedido de processar cinco governadores – cinco, entre eles Sérgio Cabral, do estado do Rio de Janeiro – acusados de um monte de malfeitos, pelas respectivas Assembleias Legislativas. Quem conta é a Folha de São Paulo. Sergio Cabral, que verteu lágrimas copiosas com a ameaça do seu estado perder parte dos royalties é um dos candidatos ao Troféu Algemas de Ouro, junto com Fernando Cavendish e outros, organizado pelo Movimento 31 de julho contra a corrupção, conforme conta Joaquim Ferreira dos Santos na coluna GENTE BOA, edição do domingo 30 de dezembro.

Ano de eleições municipais, campanhas milionárias de gente pobre, acusações de abuso econômico e compra de votos. Continuaremos a sustentar vereadores que deveriam ficar nas suas lidas particulares já que não conseguem fiscalizar os gastos públicos nem o poder executivo, suas obrigações primeiras. Apesar das acusações, os eleitos foram diplomados e devem tomar posse em janeiro. Os políticos precisam aprender a distinguir o público do privado, é a minha opinião e de muita gente.

Os ouvidos dos moradores da cidade continuam a ser barbaramente agredidos pelo som altíssimo dos carros de propaganda e dos motoristas particulares com problemas de audição. Para os doentios exibicionistas, que se danem as crianças, os velhos e os doentes, o negócio é estrondar pelas ruas, impedindo até conversas dentro de casa. E já que falamos em ruas, passemos a outro desrespeito: carros mal estacionados e nos dois lados da rua e atravessados nas esquinas, pontos de ônibus sem placa e se tivessem ninguém as respeitaria que essa é uma cidade sem controle, que para respeitar a contramão só guardas na esquina. Neco dará jeito, pelo menos, nas motos com descarga desregulada acordando pessoas na madrugada? E as masseiras no meio da rua? E as calçadas desniveladas?

O polêmico Código Florestal continua a esperar que os deputados derrubem ou aceitem os tímidos vetos presidenciais, assim como os vetos a uma nova distribuição dos royalties do petróleo. Se os administradores públicos tivessem sido mais conscientes e corretos na aplicação desses recursos, talvez a população do país ficasse ao lado dos produtores. Gastar só no que serve para melhorar a qualidade de vida da população. Chega de pagar cachês altíssimos para cantores populares que a gente vê melhor na televisão. É hora também de controlar o que é pago aos jogadores de futebol. Correndo todos os riscos possíveis, cientistas usando vírus da AIDS conseguiram vencer um caso de leucemia infantil. Esses benfeitores da humanidade não devem ganhar um salário que chegue perto dos recebidos por gênios como Ronaldinho Gaúcho, Adriano e outros. E para completar, os clubes não depositam o dinheiro do INSS, aumentando o propalado rombo da Previdência.

Duas novas leis prestes a ser votadas serão moralizadoras. Uma delas, unifica o valor do ICMS e vai diminuir o número de veículos com placas de cidades do Espírito Santo rodando em nossas ruas. A outra vai obrigar os prefeitos, presidentes de Câmara, juízes, promotores, delegados e outras autoridades a residirem no município para onde foram eleitos ou nomeados. É preciso que sintam na pele os sufocos que passamos. Nada de morar nos distritos ou praias, tem que ser aqui, na pedra, onde os malfeitos e a falta de civilidade abundam. Talvez o descontrole urbano diminuísse.

Ficamos mal no ranking do Enem e a saúde pública deixa muito a desejar, apesar da inauguração de prédios. Precisamos de bons profissionais e equipamentos de última geração para deixar de mandar doentes para o Ferreira Machado. Torcemos para que mais verbas sejam aplicadas na saúde, sem desvios, sem remédios vencidos que deveriam ser entregues à população carente. E com médicos, em especial pediatras.

O Congresso Nacional saiu desprestigiado em 2012. Segundo pesquisa de institutos especializados, perdeu credibilidade para outras instituições da sociedade civil. E como ficará depois que Renan Calheiros, que há não muito tempo renunciou à presidência da Câmara para não ser cassado por corrupção, for escolhido para presidir o senado, substituindo o notório Sarney? E para dirigir a Câmara dos deputados fala-se em nomes sem ficha limpa. Por falar nisso, pra que serve o Senado?

Para não encerrar a retrospectiva em baixo astral, lembremos coisas boas que cá aconteceram. Os reflexos do porto do Açu ainda não atingiram fortemente a cidade para o bem ou para o mal e tão cedo não virão, diz-se. Alega-se que não deram mais empregos por que o pessoal da c asa não está capacitado. Os aluguéis e preços de casa começaram a baixar. Juntou-se aos repasses dos royalties mais uma dinheirama de dinheiro dos impostos das firmas que lá estão se instalando, a arrecadação foi para o espaço, o orçamento municipal parece de cidade média, mas em que foi aplicado?

Nesse caso é melhor falar do que não compromete ninguém: cultura. O Conselho Municipal de Cultura ganhou nova presidente, Soninha Ferreira, e esperamos que na sua gestão grandes eventos aconteçam. Será que a cidade vai conseguir erguer o Memorial da Navegação, a ser instalado nas ruínas do trapiche do cais do Alecrim? Ou será erguido um monumento em homenagem aos homens e mulheres que no séc. XIX criaram nas águas do nosso rio Paraíba do Sul um dos portos mais movimentados da província fluminense que mereceu até a visita do imperador Pedro II? E virá o Arquivo Publico, sonho de estudiosos e pesquisadores?

Voltando à cultura sanjoanense? O NÓS NA RUA voltou às ruas e continua alegrando o povo com seu talento, o professor Fernando Antônio está escrevendo um romance e três bons livros foram lançados em de dezembro. O professor-doutor Alcimar das Chagas Ribeiro ampliou nova edição de seu livro ECONOMIA DO NORTE FLUMINENSE, onde reúne e analisa os principais dados econômico-financeiros da região, livro básico, e o também professor Marcos A. Raposo lançou FIO DÁGUA LINHA DA VIDA onde, ao contar a historia sua família, enriquece a história de São João da Barra.  O jornalista campista Aloysio Balbi lançou DO PORTO AO PONTAL. E o livro bilíngue SÃO JOÃO DA BARRA ENTRE O RIO E O MAR, dos jornalistas paulistas J.A. e Mariela Tiradentes, com farta e belas ilustrações, patrocinado pela LLX ainda não foi distribuído por aqui.  Valeu, gente!

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POEMA III OU DA QUEDA SIM, ERA BEM MAIS FÁCIL

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