POEMA III OU DA QUEDA

27 \27\UTC dezembro \27\UTC 2012 at 07:50 Deixe um comentário

Quem vai andando e de repente

cai

dentro

de seu mundo interior

como se num mundo estranho penetrasse

não se reconhece nos sentimentos tortos

que descobre,

Então é seu aquele ódio absurdo

que destrói?

São suas aquelas mãos nervosas, sensuais,

à mercê de corpos?

Não!

Não é sua aquela inveja doida!

Não pertence a seus olhos aquele olhar lúbrico

nem às sua pernas o arcar frenético!

Não, não!

Esse não sou eu, juro que não sou!

Esses dedos quentes que arrepiam peles

Não pertencem à minha mão!

Esse corpo louco

contorcido entre lençóis revoltos

não é o meu!

E nem esse cérebro inumano

a fantasiar desejos incríveis

sou eu quem dirige!

Não, mais uma vez não!

………………………………………….

Quem de repente

cai

em seu mundo real

ou morre… ou se perdoa.

Do livro CANTO TENTADO (poemas), Bloch Editores, Rio, 1972, menção honrosa no Prêmio Fernando Chinaglia  II – UBE.1970, esgotado.

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VALIDADE VENCIDA RETROSPECTIVA 2012

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