CREPÚSCULO EM SÃO JOÃO DA BARRA

1 \01\UTC outubro \01\UTC 2012 at 08:05 Deixe um comentário

Muito do ouro

muito do tudo que virava ouro

ao entrar e sair desse antigo porto;

Muito do sangue

muito de todo o sangue derramado

nos becos

tavernas

e pedras desse cais,

somados às manchas escuras

dos homens

barcos

e ilhas,

mais os riscos negros do voo

das garças em busca de pouso,

tudo bem misturado

e esparramado pelo céu

e pelo rio que o reflete

dão ao homem que olha o poente

em São João da Barra

a visão antecipada

do esplendor imaginado

para seu encontro final

com a Verdade.

Do livro “Anotações de viagem e outros poemas”, Códice, Brasília, 1994

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Entry filed under: Crônicas.

VALEU, DEMOCRACIA DE VIAGENS II

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