POEMA INFINIT (IV) O

15 \15\UTC setembro \15\UTC 2012 at 08:58 1 comentário

Antonio Luares

e seus cantares, falares, olhares

que entonteciam as mulheres;

Tonico Luares

e seus amores, ardores, fervores

a marcar fundamente

o incorpóreo dos corpos amados;

Toninho Luares

e seus quereres, gemeres, prazeres,

de amor cigano-vagamundo

               andante-vagabundo

               luzente-vagalume

a alumiar o coração das mulheres perdidas

                                                               pérfidas

                                                               perjuras;

Totonho Luares

e seus fingires, mentires, partires

para algures, alhures, nenhures

largando lembranças gozosas

                                       fogosas

                                       dolorosas

                                                         pelos caminhos;

Antonio Luares

E suas paixões substantivas

                           definitivas

                            infinit(iv)as

que duravam o tempo de um poema.

* Do  livro ANOTAÇÕES DE VIAGEM E OUTROS POEMAS, Códice, Brasília/DF, 1994

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Entry filed under: Crônicas.

DE VIAGENS VALEU, DEMOCRACIA

1 Comentário Add your own

  • 1. Daniel  |  18 \18\UTC setembro \18\UTC 2012 às 23:12

    Boa Noite Carlos, é com tristeza que comunico o falecimento do meu querido avô, Nilson Lopes da Silva, no dia de hoje(18/09/2012).

    Responder

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