NOTAS DO PARAÍSO XLIX

6 \06\UTC fevereiro \06\UTC 2011 at 09:30 Deixe um comentário

* Parece incrível, mas existem cidades no Brasil que usam os recursos dos royalties para melhorar a vida da população. Segundo reportagem de O Globo, do domingo 6, “Há um seleto grupo de pequenas cidades no Brasil onde existe dinheiro para acabar com o analfabetismo, tratar o esgoto, ter 100% de alunos estudando em período integral e manter bons hospitais.”  São  cidades que recebem royalties das hidrelétricas montadas em suas terras. Dá uma inveja, né não?

*Não podia ser assim com as cidades que recebem compensações financeiras – royalties – pela extração do petróleo? No mês de janeiro São João da Barra recebeu mais de nove milhões de reais de royalties, mais os impostos pagos pelas empresas do complexo portuário do Açu. Município pequeno, era para se tornar um modelo de gestão, com atendimento médico de ponta, rede de esgotos na sede e demais localidades, estradas municipais bem conservadas e outras melhorias. No entanto…

* Falando em rodovias, foi anunciado mais um aumento do valor do pedágio na BR-101, um absurdo. Pagamos por um serviço que não é prestado. Se a cobrança fosse até Rio Bonito, onde a estrada foi duplicada, tudo bem. A conservação é boa, embora a duplicação tenha sido realizada pelo DNIT e não pela empresa que embolsa o pedágio. Não é justo se pagar por serviço que não foi prestado. O trecho Rio Bonito/Divisa do Espírito Santo ainda não foi duplicado e é palco de acidentes de trânsito diários, com mortes.

* Parece que a determinação judicial de diminuição do volume de som em carros particulares e de propaganda não pegou, assim como não havia pegado uma outra, de autoria do promotor Leandro Manhães, de anos atrás. Por alguns dias a cidade sentiu-se aliviada, mas já não está mais. O volume do som dos carros parece ter dobrado. As cidades da região dos lagos – estive recentemente em Saquarema – exibem cartazes com a proibição expressa de som alto na rua e é realmente o paraíso. Até as residências respeitam a determinação e não se vê casas com som de botequim. Já aqui…

* Comenta o ambientalista Vilmar Berna, em seu blog: “Não existe explicação que justifique a repetição freqüente e previsível, verão após verão, de tantas perdas de vida e de patrimônio em função das chuvas. Temos gente com conhecimento, tecnologias, recursos, então, por que este problema repete-se em todos os verãos. Dizem que não é de bom tom, e que chega a ser cruel, no momento da tragédia, quando se contam os mortos e os prejuízos, cobrar culpas e responsabilidades. Entretanto, em respeito aos que morreram agora, e em respeito aos que poderão morrer no próximo verão, temos de remexer nesta ferida.”

* E continua :”Até quando as autoridades permitirão, por ação ou omissão, a ocupação das áreas de encosta frágeis pela sua própria natureza, que irão deslizar de qualquer jeito, com ou sem floresta por cima? Até quando as margens de rios e as áreas de várzeas continuarão sendo ocupadas, mesmo com todos sabendo que mais dia ou menos dia encherão? Antigamente, só os mais pobres eram afetados, mas agora, os ricos e a classe média também contam seus mortos. Antes, o problema atingia mais duramente as áreas de risco, mas agora até as áreas consideradas seguras estão sendo atingidas. E alguns ainda resistem em admitir o impacto das mudanças climáticas.”

* Já o filósofo e teólogo Leonardo Boff, comenta: “Já existe a lei de responsabilidade fiscal. Um governante não pode gastar mais do que lhe permite o montante dos  impostos recolhidos. Isso melhorou significativamente a gestão pública. O acúmulo de desastres sócio-ambientais ocorridos nos últimos tempos, com desabamento de encostas, enchentes avassaladoras e centenas de vítimas fatais junto com a destruição de inteiras paisagens, nos obrigam a pensar na instauração de uma lei nacional de responsabilidade sócio-ambiental, com pesadas penas para os que não a respeitarem.”

* Opiniões de gente responsável. Devem ser seriamente pensadas. É preciso respeitar a natureza, não destruir o mundo em que vivemos.

 

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