NOTAS DO PARAÍSO XXI

15 \15\UTC julho \15\UTC 2010 at 09:58 Deixe um comentário

* Publicado na imprensa carioca aviso da UTE Porto do Açu de que entregou ao Inea o Estudo de Impacto Ambiental –Eia, referente ao requerimento e Licença Prévia para implantação de usina termelétrica a gás na localidade do Açu.

* O cruel assassinato cometido pelo goleiro Bruno e seus asseclas motivou manifestações de repúdio em todo o mundo. Alguns jornalistas e colunistas aproveitaram para denunciar alguns aspectos da sociedade e da justiça brasileiras que incomodam tanta gente boa e ensejam esse tipo de comportamento doentio. Se a impunidade não fosse tão evidente e tão comum no país, mesmo os assassinos compulsivos ou os corruptos por natureza teriam mais cuidado ou evitariam cometer atos lesivos contra as pessoas e o país.

* O articulista Francisco Bosco, na edição da quarta-feira 14 do jornal O Globo, mostra-se indignado com o crime e espantado com a expressão do rosto do criminoso ao atravessar a multidão, levado por policiais, sem demonstrar qualquer sinal de culpa ou vergonha. “O que há de inquietante em sua expressão, comenta ele, é a placidez. Não há a contorção trágica dessa reviravolta sem volta do destino. É como se nada de inesperado e terrível tivesse acontecido. Ele segue em frente, como se esse fosse o caminho esperado. Não há o desespero de quem daria tudo para voltar no tempo. O que significa isso? “

* O jornalista lembra o caso Doca Street, que assassinou a mulher que amava e assim encerra sua crônica “Bruno e a lei”: O Brasil precisa de legalidade. Mas, além de uma reflexão honesta, é preciso entender que legalidade sem civilidade é inútil, apenas reproduz o status quo. De nada adiantam choques de ordem, blitzen da Lei Seca, se no centro da Lei, de onde ela deveria emanar, ela não é cumprida. Assim, o cidadão comum é multado e até preso se dirigir alcoolizado, mas o cidadão especial (como o Sarney de Lula) pode assaltar os cofres públicos à vontade. Essa situação abre um fosso entre a legalidade e a civilidade. A lei, então, continua a ser vista como um instrumento de opressão do cidadão comum; só que agora disfarçada de legalidade.

* Casos como o do goleiro Bruno, os crimes de pedofilia e outros crimes contra crianças e doentes, fraudes nas contas públicas, desvio de verbas para bolsos de administradores públicos, desvio de remédios de hospitais públicos, venda de remédios adulterados ou com validade vencida, ou seja, crimes contra o cidadão comum, desamparado, deviam ser considerados hediondos e receber penas pesadas.

* Acredito que os critérios para a concessão de progressão de penas, saídas de presos em certas datas para visitas à família deveriam ser mais rígidos. E os que saíssem da cadeia, mesmo que por horas, deveriam portar as pulseiras eletrônicas. Nos Estados Unidos nem os bispos da igreja Renascer escaparam do controle eletrônico. Aqui critica-se e proíbe-se que criminosos do colarinho branco, tão ou mais perniciosos que o criminoso comum, sejam algemados ao ser detido. Crime é crime, não tem refresco.

* A tortura também deve ser duramente combatida. Confissões obtidas em lugares esconsos, através de porradas, ameaças, choques elétricos, abusos sexuais e atos cruéis semelhantes já não estão sendo aceitas por juízes probos, que sabem que debaixo de socos e pontapés o sujeito confessa tudo, até que matou a própria mãe. Precisamos nos civilizar, não podemos mais agir como bandidos, no arrepio da lei. Tortura é crime, é assim reconhecida no mundo inteiro.

*Novidades na área da saúde preventiva, a mais eficaz: os cientistas estão cada vez mais próximos de produzir uma vacina contra a Aids. Metidos 24 horas em seus laboratórios, longe da família e amigos, cercado por cobaias, tubos de ensaio e retortas, eles se expõem continuamente ao contágio de bactérias, vírus e outros agentes mórbidos para criar meios de evitar que ataquem outras pessoas. E o salário não é nem um centésimo do que recebem certos atletas para promover orgias e matar pessoas, justo as que os admiram. Isso é o mundo?

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