NOTAS DO PARAíSO VII

5 \05\UTC abril \05\UTC 2010 at 21:11 1 comentário

* A ponte Barcelos Martins, em Campos, completou 137 anos na segunda-feira 5. A nossa ponte Presidente Figueiredo, que ligaria Cajueiro a Cacimbas, resgatando anos de separação, um dos argumentos para a emancipação de São Francisco de Itabapoana, continua inconclusa, com seus pilares de concreto clamando aos céus. Essa ponte e as ruínas da Escola de Aprendizes Marinheiros, em Atafona, são exemplos de desperdício de dinheiro dos impostos, de incompetência e irresponsabilidade dos homens públicos.

* A ponte encurtaria o trajeto até às cidades do Espírito Santo e seria a opção de trânsito quando houver problemas nas pontes de Campos. As ruínas da Escola sediariam a Universidade das Águas Litorâneas, com faculdades de biologia marinha e fluvial, promovendo pesquisas e estudos sobre os fenômenos ocasionados pelo embate do mar com o rio, como a transgressão do mar no Pontal de Atafona, estudando fauna e flora da região, medindo os efeitos da poluição e das intervenções humanas na região da foz do rio Paraíba do Sul e as alterações climáticas provocadas. O mundo se volta para isso.

* A Unalit poderia pesquisar esses assuntos e desenvolver outros, como a maneira correta e eficaz de promover a recuperação da mata ciliar do Rio Paraíba do Sul e das Lagoas litorâneas, encamparia os Projetos Tamar (tartarugas marinhas) e Cetáceos (botos e golfinhos) e implantaria o Projeto Ururau (repovoamento da foz com lontras e jacarés de papo amarelo, os ururaus, com possibilidades de seu uso comercial, como no Pantanal Matogrossense) e outros projetos de repovoamento do rio, bem como de aquicultura e maricultura. Uma universidade desse porte se tornaria referência nacional, atraindo estudantes e pesquisadores do país e do exterior.

* O blog Andreambiental.com, um dos mais antenados do município, fala sobre a acessibilidade para deficientes físicos aqui implementada e de outras obras que a prefeitura pretende realizar, entre as quais um novo centro administrativo. Não sei se as obras já foram licitadas nem se estão em andamento, mas vamos dar nosso pitaco: é uma temeridade, com a distribuição dos royalties do petróleo sendo questionada, gastar com obras supérfluas, deixando de lado obras mais que necessárias, como um novo Pronto Socorro, com equipamentos modernos e médicos socorristas. Estamos em área turística, com mar aberto, rio e lagoas, constantemente ocorrem casos de afogamentos e outros acidentes, comuns em pólos turísticos, como acidentes rodoviários. E com a chegada do Complexo portuário do Açu, o atendimento de emergência precisa ser otimizado. Chega de correr para o super-utilizado Ferreira Machado, de Campos.

* Pelo pacote de obras divulgado, sua execução ultrapassará o atual mandato e deixará dívidas para o administrador a ser eleito em 2012, contrariando os princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que se deve fazer são obras de infra-estrutura, como rede de esgotos, aprimoramento do atendimento médico e construção de capela mortuária.

* André tem razão e já reclamamos, quando editávamos o S. JOÃO DA BARRA, do descaso da TurisRio com nossos produtos turísticos. Para qualquer programação mais elaborada órgão os municípios escolhidos são Angra dos Reis, Parati, Búzios e região serrana. Temos uma animada procissão fluvial como Angra e uma bela festa do Divino como Parati, mas o foco nunca é voltado pro nosso lado. O que nos falta?

* O casarão de Zeca Cardoso, localizado na rua dos Passos, bela obra do tempo do império, poderia ser adquirido pela prefeitura, adaptado e transformado na biblioteca municipal. Por ser térreo não oferece perigo de acidentes aos estudantes que procuram a biblioteca para pesquisas. Além de ser prédio histórico, tem espaço para guardar o acervo e para a montagem de sala de leitura e administração.

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1 Comentário Add your own

  • 1. joao noronha  |  6 \06\UTC abril \06\UTC 2010 às 10:36

    Se querem construir uma nova prefeitura que se faça do lado esquerdo da BR-356, de quem vai de Campos para São João da Barra, que tem uma vasta área disponível. O lado direito será mortal para a mata ciliar do rio Paraíba, onde existe um bolsão que deveria ser preservado de acordo com a legislação ambiental. Ainda tem gente que arrota desavergonhadamente que SJB tem compromisso com o meio ambiente. Quanta besteira!

    Responder

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