A LUA NÃO É MAIS DOS NAMORADOS

21 \21\UTC julho \21\UTC 2009 at 15:12 Deixe um comentário

A lua era dos namorados, dos poetas, dos loucos, das bruxas, dos visionários.Encarnou deusas para muitos povos, foi musa inspiradora, arena para a luta de São Jorge contra o dragão. Serve ainda para determinar horários das marés e os dias propícios para se cortar o cabelo. Desde quarenta anos, entretanto, quando um trio de astronautas norte-americanos pisou em seu solo e fincou a bandeira da posse, com litras e estrelas, não é só isso. É também uma bola grande, árida, cinzenta, pontilhada de rochas, sem nenhuma poesia. Já não se diz que alguém é lunático, perdeu a graça.
Muita gente duvida que o homem tenha chegado lá, eu não. O ser humano é capaz de coisas que até Deus duvida. O que me pergunto é: pra que o homem foi à lua? O que lucrou com isso, além de uma baita massagem no ego dos americanos? Um feito vazio, inútil. Como aprender mandarim quando o mundo inteiro usa o inglês como língua comercial. Dizem que os ianques pretendiam montar ali uma base espacial para chegar a Marte, mas na realidade queriam mostrar aos russos, que exibiam as proezas de Gagarin, que eram capazes de passear no espaço. Quarenta anos depois e alguns outros poucos passeios lunares, não se conhece qualquer resultado de achados positivos, de pesquisas úteis para a humanidade que, segundo o comandante Armstrong, teria dado um grande passo com a viagem espacial, embora para o homem fosse um passo pequeno. Se foi pequeno não sei, só sei que, o que se vê nas fotos é que foi forte, tanto que a marca de sua bota lá no solo da lua até hoje. As amostras do solo lunar foram exibidas ao redor do mundo, mas já não despertam tanto interesse.
Eu não gostaria de ter ido à lua, assim como não tenho vontade de conhecer os Estados Unidos ou a Austrália. À Europa sim, gostaria de voltar, com mais vagar, para visitar outros países além de Espanha e Portugal, onde fui para conhecer a aldeia de onde veio meu bisavô e ídolo, Zenriques. Adorei a viagem, amei conhecer aquelas cidades repletas de história, Madri, Lisboa, Coimbra e principalmente Tomar, último refúgio dos Cavaleiros de Cristo, antigos Templários. Que educação, que respeito às pessoas, aos lugares, à natureza. Na gare da estação ferroviária vi uma pereira carregada de frutos que ultrapassavam a cerca continuar intacta, mesmo depois da passagem de centenas de passageiros.
O feito dos astronautas americanos foi notável, mas não se compara, em termos de coragem às viagens dos portugueses no século XVI, com pouca tecnologia e muita ousadia. Os astronautas são monitorados da terra do momento em que partem ao que chegam. A comunicação é imediata e a qualquer momento da viagem. Já os nautas lusitanos, além de enfrentarem o desconhecido, o “mar tenebroso”, cheio de monstros assustadores, saíam de Lisboa sem saber onde e se aportariam e se um dia voltariam à pátria. Grandes patrícios!

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