VIAGENS EXEMPLARES
Deixei de escrever aqui por um tempo mais ou menos longo. Mais de um mês. É que resolvi me afastar um pouco dessa cidade barulhenta que em nada lembra a minha cidade natal.
Fiz duas viagens que, se puder, repetirei neste ano. Não aos mesmos lugares, claro, o tempo que tenho pela frente pode não ser tão vasto e sempre gostei de conhecer novos lugares. Neste ano que passou visitei a Itália e o sul de nosso país.
Voltei renovado, com a certeza que a boa educação, a civilidade, o cuidado com a urbe e respeito ao cidadão não foram extintos. Desesperançado, pensava encontrar o mundo exposto aos sons automotivos altíssimos que infernizam nosso cotidiano, ruas sujas, animais pastando as plantas que brotam junto ao meio-fio e cachorros sarnentos defecando e vagando em busca de alimentos nos sacos de lixo jogados nas calçadas.
Único reparo: a pouca atenção que os visitados dão a brasileiros, especialmente nos aeroportos e portarias dos hotéis. Ninguém faz o menor esforço em nos entender e me arrependi em não ter aproveitado a generosa oferta da nossa municipalidade e entrado no curso de mandariam, pois parecia que falava com chineses. Ninguém nos entedia. Brasileiro é considerado cidadão de segunda classe, exceto no comércio, onde o dinheiro não tem nacionalidade e provoca sorrisos e gentilezas.
Em Veneza fomos premiados. Em cada gôndola cabiam seis pessoas. Como a brasileirada ávida desceu o deque e invadiu os barcos, sobramos dois casais menos afoitos, Germana e eu, e um médico capixaba morador de São Paulo e sua esposa. Na nossa gOndola sobraram dois lugares, ocupados então por um cantor e um tocador de acordeon. E vogamos pelos famosos canais venezianos, ouvindo clássicos italianos.
Não dá para contar tudo o que vimos e sentimos nesses dias de sonho. Eu já conhecia a Europa, onde fui no final do século passado para pesquisar a vida de meu bisavô numa aldeia portuguesa. Gostei muito, mas fui sozinho e com tarefa a cumprir. Desta vez não, fui curtir e junto com minha mulher, com quem dividia as emoções. Quando se viaja sozinho não se pode dividir o prazer de conhecer coisas novas.
E pensei, ao observar as músicas em tons civilizados, as ruas limpas, a ausência de animais desgarrados, estamos na Europa, é natural que o povo, mais civilizado, cuide do ambiente em que vive, respeite os ouvidos alheios e não suje as ruas. Mas, a viagem ao sul do país, na excursão do Natal Luz, passando por três estados, desfez essa impressão, pois me mostrou que a civilidade não é privilégio de europeus, embora as cidades por onde passamos tenham sido colonizadas por italianos e alemães.
Já conhecia Curitiba, com suas ruas cobertas, seus pássaros soltos, como sabiás-laranjeira, nos jardins das casas ou nos gramados dos parques, mas nunca tinha visto quero-queros mansos, cuidando de seus filhotes sem se preocupar com os humanos. Certamente sabem que lá as pessoas prezam e respeitam os pássaros, não avançam de olhos esbugalhados, doidos para pegá-los e trancafiá-los em gaiolas. É outra educação e outro respeito pela natureza.
Gramado e Nova Petrópolis, cidades gaúchas que visitei pela segunda vez,tem população do tamanho da nossa cidade, não desmentiram minha impressão anterior de respeitadores da vida. Não ouvi carros tronituando ouvidos indefesos.
Nova Petrópolis, que congrega bom número de confecções de roupas de lã, parece uma cidade de sonhos com seus jardins floridos, bem cuidados, com enfeites de natal belos e discretos, que não agridem o visitante com seu exagero. No gramado de um restaurante um letreiro dizia: “Nossas plantas não fumam.” Delicado aviso para não jogar ali pontas de cigarro. Outro país.
O Natal Luz de Gramado é famoso no mundo todo e atrai milhares de visitantes. Apesar de produzir bons vinhos, não vimos bêbados caindo pelas ruas, nem brigas ou arruaças, e assistimos o Desfile de Natal e a encenação da Fantástica Fábrica de Brinquedos em meio à multidão postada ao longo das calçadas enfeitadas sem se acotovelar. Também em Curitiba, no espetáculo do coral de crianças cantando no edifício cuja iluminação mudava de cor a cada canção. E tanto lá como em Gramado, durante a apresentação do Nativitatem, espetáculo de luz e som dentro de uma lagoa, na área urbana, caíram temporais com relâmpagos e trovões, que iniciaram a temporada de chuvas que assola nosso país. Ninguém se mexeu. A Natureza tem seus momentos de falta de educação.
RELEMBRANDO ZENRIQUES
Há mais de 120 anos nascia em Paços de Brandão, da freguesia de Santa Maria da Feira, em Portugal, aquele que viria a ser um dos mais polêmicos jornalistas sanjoanenses, cuja vida e obra retratei no livro “Zenriques, um jornalista político na província fluminense” (Cultura Goitacá, Rio, 1995). O título saiu com o erro de revisão que se repetiu no miolo, um N a menos e um acento a mais, saiu Zériques.
Com 11 anos de idade Zenriques atravessou o Atlântico sozinho, pois o tio que o acompanharia adoeceu e ficou retido em Portugal. Desembarcou no Rio de Janeiro e a ficha de imigrante que indicaria sua chegada não encontrei no Arquivo Nacional, deve ter sido queimada como outras num acidente naquela repartição.
Fui a Paços de Brandão, localidade pequena, cuja economia se baseia na colheita de azeitonas e fabrico de sacos de papel. Não achei qualquer parente dele, a família se havia mudado, desde as primeiras décadas do século passado, para a cidade do Porto. Nem vestígios encontrei no cemitério, sequer a sepultura de um familiar.
Zenriques tinha, pelo que descobri, três irmãos: Joaquim, que veio para o Brasil pouco depois dele e se fixou em São Francisco de Paula, então localidade de São Francisco de Itabapoana, onde se casou – Zenriques e vovó América foram os padrinhos – e dali se mudou para Morro do Coco, que tinha deixado de pertencer a São João da Barra onde, segundo apurei, tornou-se professor. O outro irmão, Júlio, foi para Manaus e se tornou mestre de obras. Era a época do apogeu da borracha e ele trabalhou lá até que veio a crise com o plantio de seringueiras na Ásia e conseqüente esvaziamento econômico do Amazonas. Os irmãos se correspondiam e Julio pensava em rever o irmão e conhecer sua família, mas com a crise mal teve dinheiro para voltar a Portugal.
Ana era única filha do casal e ficou ao lado dos pais. Ela escrevia para o irmão que deixara a casa paterna bem pequeno. Zenriques nunca reviu a família.
Quando Zenriques chegou a São João da Barra o porto tomava novo impulso, depois de ter quase afundado por causa do canal Campos – Macaé, que acenara aos comerciantes e passageiros com viagens sem os riscos do canal instável do rio Paraíba do Sul. Umas poucas ocorrências de tempestades e enchentes mostraram que o melhor seria voltar às águas barrentas do Paraibão velho de guerra.
A cidade e o porto eram regidos pela política dos coronéis e outras patentes menores da Guarda Nacional, o que impedia o seu desenvolvimento. Nesse caldeirão de poder meu bisavô se meteu e ocupou todos os postos que um homem sem recursos podia almejar. Do comércio, como caixeiro do coronel Teixeira, chegou a ser o principal orador e jornalista da cidade, o que lhe acarretou inimigos e invejosos. Com o pequeno capital adquirido com a venda de toucinho e apoio do barão de Barcelos comprou a gráfica do jornal Hyparano, onde trabalhou por algum tempo, e com seu talento fundou o bi-semanário S. João da Barra, que findou com a chegada da república. Ele aqui chegara semi-analfabeto.
O fato de nos seus últimos anos o jornal ter sido ameaçado por atentados a bomba pelo poder municipal não o intimidou e poucos anos depois ei-lo à frente de outro jornal, o Combatente, dos coronéis da navegação, que editou até 1914, quando foi seqüestrada pelos adversários a máquina impressora Marinoni. Com a morte de dois coronéis uma patranha jurídica tirou-lhe o jornal. A Marinoni, por ironia, veio a ser seqüestrada na calada da noite e jogada no canal do Porto Escuro, onde está até hoje, atrapalhando os pescadores, quando devia estar no meio de uma praça, homenageando os jornalistas sanjoanenses. Sugeri isso – é fácil tirar a impressora de onde está – quando foi aberta a praça da Nova São João da Barra, mas aqui ninguém curte homenagear ninguém, vide a parcimônia de estátuas. Apenas duas, ambas de Aquinos, erguidas por Aquinos.
TEMPOS IDOS E VIVIDOS
A imensa mulher morena, com banhas se derramando sobre os sapatinhos boneca, contrastando com seu vozeirão, com seu rosto franzido e brilhoso, nos chamava, a todos, indiscriminadamente, de cavalgaduras. E na verdade éramos, por tolerar calados, assustados, a falta de educação de quem se dispusera a nos educar. O professor de uma língua morta, ex-seminarista que não resistira aos apelos de uns olhos brejeiros, ficava na ponta dos pés não só para alcançar a parte superior do quadro – que então era mesmo negro – mas para explicar melhor as declinações; e um outro, ao desenhar cones cortados e linhas destinadas a nunca se encontrar, levantava tanto os braços que as abas do paletó viraram asas da borboleta que muitos alunos achavam que ele era. Essas e outras são figuras que emergem das brumas do passado, esbatidas, as vozes transformadas em esgares faciais, inaudíveis. Algumas figuras ainda irritam, outras provocam risos, outras se envolvem numa nuvem de carinho e ternura como a professora de ciências, diáfana e pudica, que ficava com as faces ruborizadas ao tratar de certos temas.
Às vezes tive a impressão que todas as lembranças ficaram para trás, soterradas pelas emoções que os anos seguintes trouxeram. Encontro razões para esse olvido. Tinha entrado em novas fases da vida e no princípio tudo é assim mesmo, são tão novos e excitantes os caminhos que passei a percorrer, e as emoções primeiras ficaram ultrapassadas, bobas e anacrônicas e até a menina do 1º ano ginasial para quem colhi e guardei por tanto tempo o botão de rosa vermelha que murchou no fundo da pasta, amassado pelos livros e cadernos e pela timidez, se reveste do tom sépia desgastado que não permite distinguir direito os traços de seu rosto que era tão lindo.
Da rua sobem gritos esganiçados, vozes que escorregam do grosso adulto ao fino infantil e o sobe e desce traz de volta a professora magra, de óculos fundo de garrafa, ligeiramente corcunda, que tirava do diapasão notas que raros alunos reconheciam e poucos conseguiam seguir. Ela se irritava e seus cabelos enrolados, de um louro embranquecido que simulavam uma auréola, se eriçavam de desgosto. Às vezes ela se jogava na cadeira dura e nos olhava, desalentada, exausta, desanimada. Risinhos ecoavam pelas paredes e então ela respirava fundo, fechava os olhos e quando os abria nos olhava sem raiva, decidida a levar seu martírio até o fim.
Pássaros cantavam no arvoredo que cercava o vetusto colégio. Não os feios pardais, inimigos do canto orfeônico, mas pássaros que sabiam as notas do diapasão e cantavam bonito, sabiás laranjeira, sanhaços, papa-capins, melros e coleiros, até o arrulhar das rolinhas era harmonioso. Nunca mais vi papa-capins soltos.
O que não faz a mente ociosa de um cronista de blog numa tarde ensolarada do outono sanjoanense. Há, no entanto, um núcleo maligno que insiste em lembrar que o rio Paraíba do Sul nunca esteve com tão baixo nível de água, que é quase impossível encontrar vivo e cantando algum desses pássaros que citei, às vezes nem mesmo uma cambaxirra ou tizil. Só bem-te-vis a dedular nos fios. E os indefectíveis pardais. As garças ponteiam as margens do rio a intervalos de quilômetros e os peixes que saltavam do espelho dágua em busca de insetos desapareceram, levando em seu rastro os miuás ou biguás, que se encontram aos bandos em Macaé, Rio e outras paragens aquáticas com peixes suficientes para alimentá-los. Recordações que arrancam suspiros magoados desse peito usado, para não dizer velho.
É nisso que dá ficar se entregando às delicadas lembranças de um tempo em que tudo era esperança. O Brasil era menos desenvolvido, mas a corrupção existia em níveis toleráveis. Hoje tenho nojo e vergonha desses homens e mulheres que surrupiam o dinheiro das merendas escolares, dos remédios dos pobres, de tudo que faria desse país quase um paraíso,
Pra que existe memória, hein?
SJB,08/11/2011
NOTAS DO PARAÍSO LXXIX
* Para começar bem, conto que acabo de me deliciar com um abio roxo com gosto de infância. Lembrei-me dos tempos em que corria descalço por nossas ruas arenosas, por entre quintais que ostentavam árvores frutíferas, como abios – branco, roxo e amarelo – sapotis, vampiros, carambolas, cambuí, ingá – mirim e de cipó –, cajá, muchila, mangas, pitangas e outras gostosuras. Me arrisco a dizer que o paraíso era ali. Saudades!
* Com aval da presidente Dilma o Senado aprovou, na quarta 19, em votação simbólica, projeto de lei do senador Vital do Rego (PMDB/PB) alterando os critérios da distribuição dos royalties do petróleo, inclusive das áreas já licitadas, prejudicando principalmente os estados do Rio e do Espírito Santo e seus municípios produtores. As perdas desses produtores são estimadas em R$ 4,3 bilhões em 2012.
* Os recursos dos royalties passarão, para os municípios produtores de 26,25% para 17% em 2012 e para 4% em 2020. A participação especial cairá de 10% para 5% em 2012 e para 4% em 2020, perda considerável. Em parte essa perda pode ser atribuída aos desmandos com o dinheiro dos royalties pelos gestores municipais, que o usam para tudo. Uma legislação mais restritiva, acompanhada de rigorosa fiscalização resolveria o problema sem causar prejuízo às populações dos municípios produtores.
* O governador Cabral não perdeu as esperanças de deixar tudo como está. Reuniu-se com a presidente e contou que ela se impressionou com o prejuízo que os estados e municípios produtores terão se a nova redistribuição for aprovada na Câmara. Por sua vez, Garotinho e família promovem atos públicos de repúdio.
* A roda da moralidade parece cansada, mas continua a girar. Agora atingiu o Detran, onde 30 pessoas foram presas, acusadas de participar de um esquema fraudulento de emissão de carteiras de motoristas. Cerca de 200 carteiras eram emitidas por mês. Por isso muitos motoristas não conseguem estacionar junto ao meio-fio e não respeitam os sinais básicos de trânsito. Não freqüentaram auto-escolas.
* O Eike, com seus olhos de gavião e sua boca grande, conta o jornal O Globo, quer se associar à empresa tailandesa, fabricante de iPads, sonho de consumo do momento. Para isso reuniu-se com a presidente e com os ministros de Desenvolvimento e de Ciência e Tecnologia para falar de seu interesse em produzir tablets no Brasil. No Açu? Não importa. Mercadante informou que o governo quer parceria com capital brasileiro e a EBX poderá ser o sócio estratégico a se unir às empresas Positivo e a SempToshiba.
* Não satisfeito, Eike, conta Ancelmo Góis, na edição da sexta 22 de O Globo, tenta “destravar o imbróglio legal da natimorta Terra Encantada na Barra, no Rio” para construir um bairro. A Terra Encantada foi um parque de diversões que não deu certo.
* A loucura do som alto em nossas ruas continua. A qualquer hora do dia ou da noite o som dos carros estronda, perturbando crianças, idosos e doentes e impedindo conversas ou escutar o noticiário da televisão. Absurdo. E motocicletas desreguladas, com descarga pipocando, sem respeitar horários, detonam o sossego urbano.
* Um compromisso de ajustamento de conduta foi firmado entre a prefeitura e o ministério público do estado, onde o município se compromete a só emitir alvará de funcionamento para todo e qualquer estabelecimento que explore música eletrônica ou ao vivo após apresentação de projeto de tratamento acústico assinado por profissional habilitado por parte dos interessados. Mas pelo que se ouve…
* Mudando para coisas boas, está para sair mais um livro de crônicas do escritor sanjoanense Elvo Raposo. Suas crônicas inspiradas já foram usadas em concurso público do município.
NOTAS DO PARAÍSO LXXVIII
* Depois da missa solene em homenagem a Nossa Senhora, realizada em Aparecida/SP, na quarta-feira 12, dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, declarou que a população deve fiscalizar o trabalho de seus governantes para ajudar a combater a corrupção que corrói nosso país.
* Cobrou também rigor nas investigações dos escândalos pelas autoridades. Falou para os 130 mil romeiros que visitavam a cidade. Tomara que tenha sido ouvido. Há esperanças de que as marchas contra a corrupção que aconteceram nas maiores cidades do país nesse feriado provoquem reações saudáveis como a vergonha na cara dos corruptos.
* Aí, a gente abre os blogs para se atualizar após mais de 15 dias longe da cidade e fica sabendo que, O Congresso em Foco fez levantamento dos convênios firmados pelo ministério do Turismo e que a prefeitura campeã nacional da “festa com o dinheiro público é São João da Barra” que não apresentou todos os documentos para comprovar os gastos do convênio firmado em junho de 2008 no valor de R$ 513 mil.
* Enquanto o dinheiro público é gasto sem medida, há problemas na cidade que precisam ser resolvidos. Alguns com obras, outros com atitude. Vamos tomar como exemplo a rodoviária, cujo prédio precisa urgentemente de uma limpeza. Ali é a porta de entrada da cidade. Táxis, nem pensar, e quem vem de fora reclama a falta de transporte urbano e de carregadores de bagagens. E o espaço destinado aos ônibus está cada vez mais sendo ocupado por veículos particulares. A Guarda Municipal não vê isso?
* Eike Batista selecionou empreiteira para construir 4,5 mil apartamentos no município. Serão mais de 18 mil pessoas a engrossar uma população que não dispõe de bom atendimento médico, nem de boa infraestrutura. A educação e a segurança terão de ser reforçadas. Estamos preparados para isso?
* A reunião da Comissão Especial da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) que acompanha os investimentos para a construção do Porto do Açu, marcada para a quinta-feira 13, foi transferida. Instalada na terça-feira 4, a Comissão quer seguir de perto as obras e investimentos para a construção do porto e a construção do corredor logístico, que envolve o município de Campos. O objetivo do encontro, segundo a deputada Clarissa Garotinho, é conhecer melhor o impacto do empreendimento para o desenvolvimento de todo o estado.
* O governador Sérgio Cabral (PMDB), segundo o jornal O Diário, pretende esvaziar a manifestação a ser realizada na segunda-feira 17, no centro do Rio, pela manutenção da atual distribuição dos royalties do petróleo. “O governador, conta o jornal, chegou a ligar para deputados e prefeitos dos municípios produtores para que se ausentassem do evento e pediu à direção do Detro que orientasse empresas de transporte coletivo a não ceder ônibus para o transporte até o Rio. Até o senador Lindberg Farias (PT), que compareceu à manifestação na Praça São Salvador, decidiu que não irá ao ato pro-royalties na segunda-feira.” Tá feia a coisa.
* Em Alagoas, a Justiça bloqueou bens de 16 deputados e ex-deputados e do prefeito de Maceió, todos acusados de enriquecimento ilícito. Por isso devem ser estimuladas as passeatas e os atos públicos contra a corrupção e a favor da exigência de Ficha Limpa dos candidatos eleitos ou não. O Brasil precisa se livrar dessa praga.
* Miguel, um produtor rural com curso superior, numa noite tempestuosa viu passar um ser estranho que supôs ser um lobisomem. Decidido a descobrir o que havia de verdade no que viu, seguiu as pistas do bicho e no final teve uma surpresa. Seria o lobisomem alguém de suas relações? Para saber o desfecho desta e de outras histórias leia “Noites de lobisomem e outras histórias”, à venda nas bancas de jornais da cidade.